SUS poderá ter a principal medicação injetável contra o HIV: entenda!

Avanço na prevenção do HIV no Brasil! O SUS poderá ter a principal medicação injetável contra o HIV. O Ministério da Saúde anunciou que vai solicitar a inclusão do remédio cabotegravir pelo SUS, um medicamento injetável de longa duração usado para prevenir a infecção pelo vírus. Se aprovado, ele será a primeira opção injetável de PrEP disponível gratuitamente na rede pública.
O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a Conferência Internacional de AIDS, realizada no Rio de Janeiro. A proposta será analisada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), responsável por avaliar se novos medicamentos devem passar a fazer parte do sistema público de saúde. “O Brasil quer incorporar novas tecnologias de prevenção do HIV, porque elas podem ampliar as possibilidades de cuidado e oferecer alternativas para pessoas que enfrentam dificuldades de adesão ao uso diário da medicação”, afirmou o ministro.
Estudos clínicos realizados em vários países, incluindo o Brasil, mostraram que o medicamento, tomado a cada dois meses, foi 69% mais eficaz do que a PrEP oral na prevenção da infecção pelo HIV. Por isso, ele já é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e foi aprovado pela Anvisa em 2023.
O que muda com o cabotegravir?
No final de 2023, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o cabotegravir, que é vendido com o nome comercial de “apretude”. O medicamento chegou ao mercado privado do país em agosto do ano passado, com o preço em torno dos R$ 4.000.
Em vez de comprimidos diários, ele é aplicado por injeção. Depois das duas primeiras doses, o paciente passa a receber uma aplicação a cada dois meses, o que facilita o tratamento para quem tem dificuldade de manter a medicação diária.
Hoje, a prevenção ao HIV pelo SUS é feita principalmente por meio da PrEP oral, um comprimido que precisa ser tomado todos os dias por pessoas com maior risco de exposição ao vírus.
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Como funciona a prevenção?
A PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) é um tratamento preventivo indicado para pessoas que têm maior chance de entrar em contato com o HIV. O medicamento prepara o organismo para impedir que o vírus consiga se instalar caso ocorra uma exposição.
É importante lembrar que a PrEP não trata quem já vive com HIV e também não protege contra outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Por isso, especialistas recomendam que ela seja usada junto com outras formas de prevenção, como o preservativo e o acompanhamento médico.
Durante o mesmo anúncio, o Ministério da Saúde informou que continua negociando outro medicamento injetável, o lenacapavir, aplicado apenas duas vezes por ano.
Remédio caro
Segundo o ministro Alexandre Padilha, porém, o preço apresentado pela fabricante ainda é considerado alto para a realidade do SUS.

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