Desenrola Adimplentes começa hoje com juros de até 1,99%: dívidas de trabalhadores informais

O Desenrola Adimplentes começou a operar nesta terça-feira, 11 de agosto de 2026, para ajudar trabalhadores sem emprego formal a trocar empréstimos pessoais mais caros por uma nova linha de crédito com juros de até 1,99% ao mês. O programa é coordenado pelo Ministério da Fazenda e vale para dívidas elegíveis com saldo devedor de até R$ 15 mil por instituição financeira.
A modalidade foi criada para pessoas que conseguem manter os compromissos financeiros em dia, mas pagam juros elevados. Para participar, o trabalhador não pode ter vínculo empregatício formal ativo, ocupar cargo público nem receber aposentadoria ou pensão. A dívida precisa ser de crédito pessoal sem consignação em folha e ter pelo menos quatro parcelas já pagas.
“O valor que a gente defende no Desenrola é o pagamento, em dia, das contas”, afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, no lançamento da nova modalidade. Segundo o governo, a proposta é dar condições melhores justamente a quem vinha fazendo esforço para manter os pagamentos.
Juros podem cair para até 1,99% ao mês
A grande vantagem é a possibilidade de substituir uma dívida mais cara por outra com taxa menor. Os juros do novo contrato não poderão ultrapassar 1,99% ao mês nem ser superiores aos juros cobrados na dívida original.
Além disso, o valor da nova parcela deverá ser igual ou inferior a 90% da prestação que o consumidor pagava anteriormente.
Na prática, quem se enquadrar nas regras poderá trocar o empréstimo atual por outro com juros menores e parcela reduzida, aliviando o orçamento mensal. Segundo Dario Durigan, trabalhadores informais chegam a ter hoje empréstimos com taxas entre 6% e 12% ao mês. Com o Desenrola Adimplentes, o teto cai para 1,99%.
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Quem pode participar do Desenrola Adimplentes
O programa é voltado principalmente aos trabalhadores informais, que normalmente têm mais dificuldade para conseguir empréstimos com juros baixos por não possuírem salário fixo ou vínculo formal de emprego.
Para entrar no Desenrola Adimplentes, é necessário:
- não ter vínculo formal de emprego ativo;
- não ocupar cargo, emprego ou função pública;
- não receber aposentadoria ou pensão;
- ter empréstimo pessoal sem consignação em folha;
- ter pago pelo menos quatro parcelas da dívida;
- ter saldo devedor de até R$ 15 mil por instituição financeira;
- estar com as parcelas em dia ou com atraso de, no máximo, 90 dias.
- A aprovação do novo crédito também depende da análise e das políticas de cada instituição financeira participante.
Quais dívidas não entram
Nem toda dívida poderá ser levada para o Desenrola Adimplentes.
O programa não aceita:
- cartão de crédito, seja parcelado ou rotativo;
- cheque especial;
- crédito rural;
- empréstimos com garantia real.
A modalidade é destinada especificamente ao crédito pessoal sem consignação em folha, inclusive empréstimos utilizados anteriormente para consolidar outras dívidas.
Banco do Brasil e Caixa participam
Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal são os agentes financeiros do programa. As regras também permitem a participação de outras instituições financeiras habilitadas.
A União autorizou até R$ 3 bilhões em recursos para dar suporte às novas operações do Desenrola Adimplentes, conforme a disponibilidade orçamentária e financeira.
O consumidor interessado deve procurar os canais oficiais das instituições financeiras participantes para verificar se a dívida atende aos requisitos e quais condições podem ser oferecidas.
Participante ficará seis meses sem bets
Uma das regras do novo programa é que quem aderir ao Desenrola Adimplentes deverá ficar impedido de utilizar plataformas de apostas de quota fixa, as chamadas bets, durante seis meses.
Ao assinar o novo contrato, o participante concordará com o bloqueio do CPF nas plataformas de apostas durante esse período.
Segundo o governo, a medida pretende evitar que o benefício concedido para reorganizar as finanças seja comprometido com apostas.
Cuidado com golpes
O Ministério da Fazenda também faz um alerta importante.
A negociação do Desenrola não é feita por sites desconhecidos, links recebidos por mensagens, boletos enviados por terceiros ou cobranças via Pix.
O interessado deve negociar diretamente pelos canais oficiais das instituições financeiras participantes. O governo também informa que não existe cobrança de taxa para aderir ao programa.
Por isso, quem receber mensagens prometendo acesso ao Desenrola mediante pagamento antecipado ou envio de dados pessoais deve desconfiar.

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