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Leonardo DiCaprio lança projeto de US$ 200 milhões para salvar 100 espécies ameaçadas

Rinaldo de Oliveira
12 / 08 / 2026 às 14 : 10
Projeto de Leonardo DiCaprio para salvar espécies ameaçadas de extinção terá US$ 200 milhões e vai atuar em 30 países. - Foto: Wikimedia/ Phoenix Species Project
Projeto de Leonardo DiCaprio para salvar espécies ameaçadas de extinção terá US$ 200 milhões e vai atuar em 30 países. - Foto: Wikimedia/ Phoenix Species Project

Leonardo DiCaprio lançou um projeto de US$ 200 milhões para salvar 100 espécies ameaçadas de extinção em diferentes partes do planeta. A iniciativa, chamada Phoenix Species Project, foi anunciada em 4 de agosto e vai atuar em 30 países, em cinco continentes.

O projeto é liderado pela Re:wild, organização ambiental fundada com participação do ator, e pelo Bezos Earth Fund. Metade dos US$ 200 milhões virá do fundo de Jeff Bezos e a outra metade da Re:wild. Leonardo DiCaprio, Age of Union e Todd Graves Family Foundation também apoiam a iniciativa.

“Quando protegemos as espécies, também protegemos as florestas, áreas úmidas, campos e oceanos dos quais elas dependem”, disse DiCaprio. Para o ator e ambientalista, o Phoenix Species Project pode mudar a maneira como a conservação é feita em escala mundial.

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100 espécies ameaçadas receberão ajuda

O Phoenix Species Project selecionou 100 espécies consideradas criticamente ameaçadas ou já extintas na natureza. A lista reúne mamíferos, aves, peixes, répteis, anfíbios, invertebrados e plantas que vivem em ecossistemas de 30 países.

A proposta é ir além de pequenas doações feitas por períodos curtos. Cada projeto poderá receber apoio contínuo por cinco anos, permitindo que pesquisadores e comunidades tenham mais tempo para recuperar as populações.

Mais de 100 organizações e parceiros locais e internacionais participarão das ações, incluindo povos indígenas, comunidades locais, cientistas, conservacionistas e governos. Entre as estratégias previstas estão reprodução para conservação, recuperação de habitats, transferência de animais para áreas mais seguras, controle de espécies invasoras e combate a doenças.

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Animais que podem ganhar uma nova chance

Entre as espécies escolhidas está o sifaka-de-coroa-dourada, um lêmure encontrado em Madagascar e classificado como criticamente ameaçado.

Outro beneficiado será o peixe-viola-de-boca-curva, uma espécie de raia encontrada em águas que vão da África do Sul ao Japão e à Austrália. As barbatanas do animal estão entre as mais valorizadas no comércio de barbatanas. Nos Estados Unidos, o projeto vai ajudar a salamandra-verde de Hickory Nut Gorge, que vive em uma pequena região da Carolina do Norte.

No México, uma das espécies selecionadas é o Charco Azul pupfish, pequeno peixe de água doce considerado extinto na natureza depois que a nascente onde vivia secou após períodos de seca e retirada de água para agricultura.

A lista inclui ainda o misterioso papagaio-noturno da Austrália, uma ave que chegou a ficar desaparecida por quase 150 anos antes de ser redescoberta.

Recuperar, e não apenas evitar a extinção

Esse é um dos diferenciais do projeto. Segundo os responsáveis, a intenção não é simplesmente impedir que a quantidade de animais continue diminuindo. O objetivo é fazer as populações crescerem novamente até que tenham condições de sobreviver no longo prazo.

“Não estamos administrando o declínio. Estamos recuperando”, afirmou Lauren Sánchez Bezos, vice-presidente do Bezos Earth Fund.

A organização cita histórias de espécies que chegaram a ser reduzidas a poucos indivíduos e depois conseguiram se recuperar graças a programas de conservação.

O Phoenix Species Project também trabalhará em parceria com a Comissão de Sobrevivência de Espécies da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) para dar suporte científico às ações.

Proteção ajuda ecossistemas inteiros

Para DiCaprio, salvar essas espécies pode produzir um efeito muito maior.

Animais e plantas desempenham funções importantes nos ambientes onde vivem. Quando uma espécie se recupera, florestas, rios, oceanos e outros ecossistemas também podem ser beneficiados.

“Temos uma oportunidade de causar um impacto duradouro onde ele é mais necessário”, afirmou o ator.

O projeto acompanhará a recuperação das populações e a redução das ameaças ao longo dos próximos anos.

E a expectativa dos responsáveis é que as primeiras 100 espécies sejam apenas o começo de um movimento maior para mostrar que, mesmo quando uma população está à beira do desaparecimento, ainda pode haver uma segunda chance.

 

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