População de baleias-jubarte cresce 27 vezes no Brasil após proibição de caça comercial

Sensacional! A população de baleias-jubarte no Brasil cresceu 27 vezes desde a proibição da caça comercial. Eram 2 mil animais em 1986. Hoje, aproximadamente 35 mil passam todos os anos pelo litoral brasileiro, um dos maiores símbolos da recuperação da espécie, informou o IBJ, Instituto Baleia Jubarte.
Nessa época do ano, entre junho e novembro, as baleias migram das águas geladas da Antártida para o litoral do Brasil, onde encontram águas mais quentes para acasalar e dar à luz aos filhotes. O espetáculo pode ser visto principalmente na região de Abrolhos, entre os estados da Bahia e do Espírito Santo, e também na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.
“É maravilhoso. Mostra que as baleias estão se recuperando, estão saudáveis e prosperando”, comemorou Enrico Marcovaldi, cofundador do Projeto Baleia Jubarte.
Vitória da conservação
O crescimento da população é resultado de décadas de proteção ambiental e da proibição da caça às baleias, adotada internacionalmente para evitar a extinção de várias espécies.
As jubartes, que chegaram a correr sério risco de desaparecer, voltaram a ocupar áreas onde antes eram raramente vistas.
Hoje, milhares delas utilizam novamente o litoral brasileiro durante a época de reprodução, reforçando o sucesso das medidas de conservação.
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Espetáculo no mar
Com o retorno das baleias, cidades do litoral brasileiro passaram a receber turistas interessados em observar os gigantes do oceano.
Na Baía de Guanabara, por exemplo, os passeios de observação cresceram nos últimos anos e se transformaram em uma nova atração turística.
Para André Bento, presidente da agência de turismo de Niterói, a experiência também ajuda a proteger os animais. “O turismo pode ser uma ferramenta para a proteção das espécies. Acho que ninguém sai deste barco da mesma forma que entrou”, afirmou.
Um dos lugares mais importantes do Atlântico
Depois de passar pelo litoral do Rio de Janeiro, grande parte das baleias segue até o Banco dos Abrolhos, uma extensa área de recifes entre a Bahia e o Espírito Santo considerada uma das regiões com maior biodiversidade do Oceano Atlântico.
É ali que muitas delas dão à luz e cuidam dos filhotes durante os primeiros meses de vida, antes de iniciar a longa viagem de volta à Antártida.
Esperança para os oceanos
A recuperação das jubartes no Brasil acompanha um movimento observado em outras partes do mundo.
Populações da espécie também voltaram a crescer na África do Sul, na costa leste da Austrália e no Mar de Salish, entre os Estados Unidos e o Canadá, onde elas haviam desaparecido por muitos anos.
O retorno desses gigantes dos mares mostra que, quando a natureza recebe proteção e tempo para se recuperar, os resultados podem ser extraordinários.
Viva!

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