Baleias agem como parteiras: ajudam mãe a ter bebê e erguem o filhote; cena inédita

Ver uma baleia-cachalote dando à luz no meio do mar já é difícil de acontecer. Agora, pesquisadores conseguiram registrar esse momento com um detalhe diferente: outras baleias participaram ativamente do nascimento, como se fossem parteiras.
A cena foi observada em julho de 2023, na costa de Dominica, e analisada em estudos publicados nas revistas Scientific Reports e Science, publicados agora em 2026. O trabalho foi conduzido pelo Projeto CETI, que pesquisa a vida dos cachalotes.
As imagens mostram que um grupo de fêmeas acompanhou o parto de perto, emitiu sons e ajudou o filhote a chegar à superfície logo depois de nascer. Segundo os cientistas, é a primeira vez que esse tipo de comportamento é registrado em vídeo nessa espécie.
Parto com “plateia”
O nascimento aconteceu no meio de um grupo com 11 cachalotes, quase todas fêmeas. Esses animais já eram conhecidos pelos pesquisadores, que acompanham o grupo há anos.
A mãe, chamada Rounder, levou aproximadamente 34 minutos na fase final do parto. Esse tempo foi contado a partir do momento em que a cauda do filhote apareceu até o nascimento completo.
Logo depois, em menos de um minuto, o grupo já começou a agir. As outras baleias ajudaram o filhote a subir até a superfície, apoiando o corpo dele nas cabeças e nas costas.
Leia mais notícia boa:
- População de baleias ameaçadas de extinção volta a crescer, revela estudo
- Homens se unem para resgatar três baleias encalhadas em praia; vídeo
- Moradores salvam baleia que ficou encalhada 6 horas na praia; vídeo
Ajuda vem de todo lado
Os estudos mostram que não eram só parentes próximos da mãe que estavam ali. Baleias de diferentes famílias participaram do momento.
Os pesquisadores conseguiram identificar o papel de algumas delas, como a avó e a irmã mais velha do filhote. Cada uma parecia contribuir de um jeito, seja ficando perto, seja ajudando nos movimentos. Uma família unida!
Durante o parto, várias fêmeas mergulhavam por baixo da mãe, sempre voltadas para o nascimento, como se estivessem acompanhando de perto o que estava acontecendo.
Nascimento
Depois que o filhote nasceu, o movimento aumentou. As baleias passaram a tocar nele com a cabeça e o corpo, mantendo contato o tempo todo.
Em alguns momentos, o grupo chegou a formar um círculo ao redor do recém-nascido. O filhote era empurrado com cuidado, subia e descia na água e, várias vezes, era levantado de novo até a superfície.
Esse comportamento de “erguer” o filhote em grupo já tinha sido visto em poucas espécies de baleias. Pesquisas indicam que pode ser uma prática antiga na evolução desses animais.
Filhote segue com a família
Aproximadamente duas horas depois do nascimento, o grupo começou a se afastar. O filhote ficou com a mãe, a irmã mais velha e uma tia.
Um ano depois, ele foi visto novamente com essas mesmas baleias. A avaliação dos pesquisadores é que o filhote conseguiu passar pelo primeiro ano de vida, o que aumenta as chances de chegar à fase adulta.
Ver essa foto no Instagram

Shawn Mendes visita projeto social e canta com crianças em Angola; vídeo
Sítio que Ney Matogrosso transformou em reserva ambiental recebe bicho-preguiça resgatado; vídeo
Após 6 anos, mãe repinta Casa Colorida LGBT e reforça homenagem ao filho: “Amado em voz alta”
Shakira mobiliza US$ 1,25 milhão para reconstruir escolas e visita áreas do terremoto na Colômbia
Ciclista adota filhote que o encontrou durante pedal em SC e o leva dentro na blusa; vídeo
Após 55 anos e teste de DNA, homem que viveu em orfanato descobre o pai e conhece 60 parentes
Idoso não queria ganhar filhote após perder cachorro: olha como eles estão hoje; vídeo
Idosa de 84 anos surpreende com flexibilidade na academia popular de Vitória; vídeo
Família unida volta a estudar: filha de 51 leva os pais idosos com ela para a escola
Artista de Brasília leva mosaico gigante para igreja de Minas Gerais: seis meses de trabalho