Após 6 anos, mãe repinta Casa Colorida LGBT e reforça homenagem ao filho: “Amado em voz alta”

A Casa Colorida LBGT que virou símbolo do amor de uma mãe ao filho, há 6 anos, foi repintada no balneário Iriri, em Anchieta (ES) e voltou a viralizar nas redes sociais. A Adriana Meneguelli Fonseca, de 50 anos, renovou a pintura com as cores da bandeira LGBT, que na época ela definiu um “grito de liberdade” para a família.
O filho dela é o Bruno Meneguelli Fonseca, um ator de 28 anos, que se emocionou de novo com o resultado: “Me senti um filho amado e abençoado. Queria que todos os LGBT pudessem ser amados em voz alta como eu fui”, contou Bruno em entrevista ao Só Notícia Boa.
E pensar que a Adriana, que é comerciante, aproveitou uma brincadeira do filho para transformar o sonho em realidade.
Brincadeira virou surpresa
A história da Casa Colorida LGBT começou em 2019 quando a Adriana perguntou à família qual cor deveria escolher para pintar a casa. Bruno sugeriu várias e, em tom de brincadeira, soltou: “Faz a bandeira LGBT logo”.
Pouco depois, ele voltou para o Rio de Janeiro, onde estudava Artes Cênicas. A mãe já tinha decidido pintar a casa com as cores do arco-íris, mas queria fazer surpresa para quando filho retornasse para casa. Só que a surpresa não durou muito.
Amigos de Bruno passaram em frente ao imóvel e ficaram tão surpresos que fotografaram as três primeiras faixas de cores que já estavam sendo pintadas e mandaram as imagens para ele. Foi assim que o filho descobriu que a mãe realmente tinha levado a brincadeira dele a sério.
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Casa nasceu da dor e do amor
E para o Bruno as cores passaram a representar mais do que uma mudança na fachada. Ele contou ao SNB que enfrentou situações de preconceito e homofobia durante a adolescência, experiências que marcaram a trajetória dele.
E a atitude da mãe Adriana ganhou um significado importante para a família. “A história da Casa Colorida LGBT nasce da dor, mas também do amor”, explicou Bruno.
Em 2021, a casa já era tratada como uma atração turística em Iriri e chegou a inspirar outras famílias. Agora o imovel está com as cores reforçadas.
“Um ato de enorme coragem”
Bruno define a decisão da mãe como um gesto de acolhimento, mas também de coragem por expor publicamente o apoio ao filho em uma época em que já enfrentava o preconceito.
“O que começou como uma sugestão em tom de brincadeira acabou se tornando uma atitude de enorme coragem”, disse.
Para ele, a pintura transformou a casa em uma forma visível de dizer que ele poderia ser quem é, sem medo.
O carinho do público
Agora, com a nova pintura, Bruno disse que a maior parte das reações voltou e ele tem recebido mais carinho.
Pessoas têm enviado mensagens dizendo que se emocionaram com a atitude de Adriana e que se sentiram representadas pela história.
Ele contou que também apareceram comentários preconceituosos em algumas páginas que compartilharam o vídeo. Mesmo assim, segundo Bruno, as mensagens positivas têm predominado nesta nova repercussão.
Veja como era a casa quando a mãe de Bruno pintou pela 1ª vez com as cores da bandeira LGBT:
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Veja como a casa está 6 anos depois, as cores continuam vivas e o imóvel virou ponto turístico:

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