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Bebê-preguiça órfã é resgatada, alimentada na boca pela equipe e se recupera no RJ; vídeo

Lorena Fassina
16 / 09 / 2026 às 09 : 50
Neide chegou recém-nascida e com apenas 360 gramas e agora começa a experimentar folhas de embaúba no Instituto Vida Livre, no Rio. Foto: Reprodução/Instagram/@institutovidalivre
Neide chegou recém-nascida e com apenas 360 gramas e agora começa a experimentar folhas de embaúba no Instituto Vida Livre, no Rio. Foto: Reprodução/Instagram/@institutovidalivre

Uma bebê-preguiça órfã chamada Neide está ganhando força sob os cuidados da equipe do Instituto Vida Livre, no Rio de Janeiro. A filhote de preguiça-de-três-dedos (Bradypus variegatus) chegou recém-nascida, com apenas 360 gramas, e agora começou a demonstrar interesse por folhas de embaúba.

O avanço foi registrado em um vídeo publicado pelo instituto no último dia 10. Neide aparece recebendo pequenos pedaços da folha diretamente das mãos da equipe e mastigando devagar. A cena já ultrapassou 20,5 milhões de visualizações no Instagram.

“No caso dela, tudo ainda é muito aflitivo, trabalhoso, mas vê-la crescendo e se interessando pelas folhas de embaúba, intercalando com o leite e medicações, é um alívio”, contou o Instituto Vida Livre no Instagram.

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Chegou com apenas 360 gramas

Neide chegou ao instituto no início de agosto, ainda com o cordão umbilical. A filhote foi encaminhada pelo Parque Zoológico Municipal de Volta Redonda para receber os cuidados necessários no centro de reabilitação.

Desde então, ela depende da equipe para alimentação, medicações e acompanhamento do desenvolvimento. O interesse pelas folhas é mais um passo nesse processo, embora Neide ainda intercale o alimento natural com leite.

A embaúba faz parte da alimentação das preguiças e, para uma filhote órfã, começar a reconhecer e aceitar esse tipo de alimento é importante para o ganho gradual de autonomia.

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Equipe acompanha a recuperação

Neide está no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres mantido pelo Instituto Vida Livre no Jardim Botânico, no Rio. O espaço é autorizado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e possui equipe veterinária, especialistas e laboratórios parceiros para exames e tratamentos.

Segundo o instituto, cada animal recebido é identificado, microchipado e passa por tratamento individualizado. O centro tem capacidade para atender mais de 3 mil animais por ano e utiliza mais de 500 protocolos médico-veterinários.

No caso de Neide, até a maneira de oferecer o alimento precisou ser adaptada. Alguns seguidores perguntaram por que a pessoa que aparece no vídeo segura as folhas sem luvas. “Nossa mão está totalmente higienizada e não usamos luva nesse caso, porque Neide rejeita o cheiro e a textura da luva”, explicou a equipe na publicação.

Reabilitação para ganhar autonomia

O Instituto Vida Livre atua desde 2015 com conservação, reabilitação e soltura de animais silvestres. Atualmente, a organização contabiliza mais de 15 mil animais atendidos, de mais de 350 espécies.

O trabalho do centro é recuperar animais que chegam órfãos, feridos ou sem condições de retornar imediatamente ao ambiente natural. Quando a recuperação permite, o processo segue até que eles tenham condições de voltar à natureza.

Neide ainda precisa de leite, medicamentos e acompanhamento próximo. Por enquanto, cada folhinha aceita já ajuda a equipe a acompanhar como a pequena preguiça está evoluindo.

“Seguimos por ela e por todos. Esse é o nosso trabalho e o que nos move”, escreveu o Instituto Vida Livre.

Veja o vídeo abaixo

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