Idoso cego de 69 anos conquista faixa azul no jiu-jitsu e emociona colegas: “Cada um aqui é igual”; video

Um idoso cego de 69 anos conquistou a faixa azul no jiu-jitsu há três dias, na terça-feira (27), durante uma cerimônia no Dojo Rufino, em Brasília, no Distrito Federal. Conhecido como Seu Clodomir, ele emocionou os colegas com um discurso sobre igualdade, respeito e amizade. A conquista foi celebrada com aplausos e muito carinho pelos companheiros de treino.
Na hora da entrega, o professor Francisco Rufino orientou Clodomir pela voz até o local da graduação. Quando o aluno se aproximou, veio a brincadeira: “Tá pensando que só o céu que é azul?”. A frase anunciava a conquista da faixa azul, a primeira graduação colorida do jiu-jitsu adulto. Ovacionado pelos colegas, o atleta agradeceu e fez um discurso sobre o que aprendeu dentro e fora do tatame.
“Eu aqui não vejo graduação, eu vejo pessoas, gente. Cada um aqui é igual”, declarou Seu Clodomir. Ele contou que considera a academia uma segunda casa, onde todos se ajudam e aprendem juntos. O idoso também agradeceu aos professores e companheiros por cuidarem uns dos outros durante os treinos e afirmou que pretende continuar praticando o esporte com dedicação e respeito.
Professor orienta aluno cego durante graduação
A cerimônia de graduação foi registrada em vídeo e publicada pelo perfil do Dojo Rufino no Instagram.
Na gravação, o professor chama Seu Clodomir e orienta o aluno até o local onde receberia a nova faixa.
“Segue minha voz aqui, pode vir pra você receber sua nova graduação. Pode vir, segue minha voz, pode vir em frente”, diz.
Quando o atleta chega, o professor faz uma brincadeira com a cor da faixa.
“Tá pensando que só o céu que é azul?”
A entrega é acompanhada pelos colegas, que celebram a conquista do idoso.
A faixa azul representa uma nova etapa na trajetória de Clodomir, que continua treinando aos 69 anos.
Leia mais notícia boa sobre entretenimento
- Sasha Meneghel anuncia primeira gravidez e Xuxa vai ser vovó: vem aí o primeiro netinho!
- Grávida de 8 meses, Sabrina Sato samba com barrigão de fora em ensaio do Carnaval da Vila Isabel; vídeo
- Apostador de MT ganha sozinho R$ 324 milhões na Mega-Sena com jogo de apenas R$ 6
“Aqui é minha segunda casa”, diz Seu Clodomir
Depois de receber a faixa, o idoso cego de 69 anos fez questão de agradecer aos companheiros de treino.
Ele contou que não enxerga diferenças entre os colegas por causa das graduações e valoriza, acima de tudo, o respeito entre as pessoas.
“Eu aqui não vejo graduação, eu vejo pessoas, gente. Cada um aqui é igual, a gente aqui é equânime”, afirmou.
Seu Clodomir também explicou que a academia representa muito mais do que um lugar para praticar exercícios.
“Aqui é minha casa. Eu tenho a minha casa, onde eu resido, mas aqui é minha segunda casa”, declarou.
Ele falou sobre a confiança construída com os companheiros e a importância de encontrar pessoas dispostas a ajudar.
“Quando eu caio, elas me levantam, me ajudam a levantar. Quando eu derrubo, eu faço o mesmo.”
Em seguida, fez uma reflexão sobre o aprendizado no esporte.
“Aqui ninguém cai. As pessoas arrumam mais uma técnica, como levantar melhor.”
Idoso destaca respeito e cuidado nos treinos
Durante o discurso, Clodomir contou que treina de segunda a sexta-feira e nunca sofreu uma lesão.
Ele atribuiu isso ao cuidado dos colegas, que respeitam os limites uns dos outros durante as atividades.
“Nunca me lesionei, e isso graças ao comportamento de cada um aqui, que sabe cuidar do outro”, afirmou.
Para ele, o respeito entre os praticantes é tão importante quanto aprender novas técnicas.
“Cuidar é o mais importante que o esporte, porque você faz esporte a vida toda. E aqui a gente é cuidado, a gente é educado e a gente sai melhor do que quando entra.”
O atleta também demonstrou gratidão ao professor Francisco Rufino e a todos que participam da rotina da academia.
Faixa azul marca nova etapa no jiu-jitsu
A conquista da faixa azul no jiu-jitsu representa o reconhecimento da evolução técnica e da dedicação do aluno.
Seu Clodomir contou que pretende permanecer nessa graduação pelo tempo necessário, sem pressa de avançar para a próxima.
“Essa faixa azul com certeza segurarei ela na cintura um bom tempo, mas com louvor, com dedicação e com respeito. Não a ela, mas ao mestre aqui e a todos vocês”, disse.
Antes de encerrar, ele deixou uma reflexão sobre a importância de continuar aprendendo.
“Então eu tô me preparando pra vida. Como a gente nunca está preparado, ficarei eternamente grato a vocês pelo aprendizado.”
A graduação de Seu Clodomir foi muito além de uma troca de faixa. O discurso mostrou como o esporte pode criar vínculos de amizade, confiança e acolhimento, independentemente da idade ou da deficiência.
E, para quem acompanhou a cerimônia, ficou a mensagem do novo faixa-azul: dentro do tatame, todos têm algo a ensinar e a aprender.
Veja o vídeo:
Ver esse post no Instagram

TSE vai barrar candidatos condenados por agressão contra mulher, pela Lei da Ficha Limpa
Pescadores salvam raia gigante que ficou presa em rede de pesca em Arraial do Cabo; vídeo
Menino humilhado por fazer o L, ganha bicicleta, homenagem de motoqueiros e recebe doações; vídeo
Brasileiro de 26 anos cria equação matemática inédita para tratamento do câncer de próstata
Vídeo flagra coletor de lixo ajudando idosa de 92 anos que limpava árvore na calçada; assista
Prefeitura do Rio vai dar transporte gratuito para 150 mil estudantes nos dois dias do Enem
Grávida de 8 meses, Sabrina Sato samba com barrigão de fora em ensaio do Carnaval da Vila Isabel; vídeo
Estudos mostram que cérebro dos recém-nascidos é mais consciente do que se imaginava
Apostador de MT ganha sozinho R$ 324 milhões na Mega-Sena com jogo de apenas R$ 6
Nova Zelândia oferece hospedagem gratuita para cuidar de cavalos resgatados; veja como participar
Maurício de Sousa faz 91 anos e aparece no trabalho em vídeo emocionante; assista
Após fim das bets, brasileiro compra mais alimentos, diz associação dos supermercados