Depressão: 7 técnicas para mandar a tristeza profunda pra bem longe

Uma pesquisa divulgada na Reunião Anual das Sociedades do Sono (APSS), em Denver, avaliou quase 2 mil homens e mulheres, e mostrou que insones têm risco 11 vezes maior de desenvolver depressão, dentro de seis meses, e mais risco de continuar doentes após um ano. A conclusão foi que o tratamento da insônia pode auxiliar na recuperação da depressão. Segundo a psicóloga Karina Haddad, do centro de pesquisa Instituto do Sono, “o raciocínio usual era que, tratando a depressão, a dificuldade de dormir melhoraria. Mas muitos novos medicamentos que se mostraram eficazes no tratamento da depressão não foram eficientes contra a insônia. Quando ela (a insônia) é tratada, inevitavelmente os sintomas depressivos melhoram”.
2 – Cetamina: Potencial e Riscos:
Quarenta minutos é o tempo médio que a cetamina, ou quetamina, leva para aliviar os sintomas de pessoas com depressão crônica com resistência aos antidepressivos comercializados atualmente – que demoram, em média, mais de duas semanas para fazer efeito. “A cetamina foi utilizada em pacientes resistentes aos antidepressivos tradicionais. Isso não quer dizer que ela seja mais eficiente que esses remédios em todos os pacientes. É provável que alguns não melhorem nada e até piorem. Cada pessoa responde de maneira diferente a um tratamento”, diz o psiquiatra Teng Chei Tung.
3 – Ácido Fólico – A Vitamina B9 do Bem-Estar:
Uma revisão de 11 estudos, por pesquisadores da Universidade de York, no Reino Unido, envolvendo mais de 15 mil pessoas no total, aponta que a depressão está associada a níveis mais baixos de ácido fólico, ou vitamina B9, no sangue. Existem também estudos que indicam, por exemplo, que a depressão e o distúrbio bipolar se manifestam com mais frequência em pessoas que haviam consumido menos ômega-3. Algumas pesquisas sugerem que a combinação de suplementos de ácido fólico (em quantidades determinadas pelo médico, pois em excesso a substância pode causar deficiência de outras vitaminas), com o tratamento medicamentoso-padrão pode incrementar a melhora dos sintomas da depressão.
4 – Cuide do seu Coração:
Estudos voltados para a relação “mente-coração” ainda são poucos e recentes, mas já se sabe que transtornos de humor dobram as chances de uma pessoa sofrer ataques cardíacos. A atividade física previne o estresse oxidativo no meio intracelular, um marcador biológico em comum de doenças cardiovasculares e de transtornos do humor.
5 – Psicoterapia e Meditação:
Segundo o psicólogo Zindel Segal, professor do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Toronto, o cérebro de pessoas com depressão está “habituado” a processos cognitivos que desencadeiam o problema, como pensamentos depreciativos sobre si mesmas. A meditação ajuda o paciente a se conscientizar de emoções, fantasias, lembranças e situações que passam por sua mente consciente, aceitando-as. “Os efeitos positivos da meditação para a saúde se baseiam em uma modificação da atividade cerebral. A ideia é que a pessoa comece a identificar seus processos automáticos e, por meio da reflexão, possa alterá-los”, disse Segal.
6 – Estimulação Cerebral Profunda (DBS):
Na DBS são colocados dois eletrodos no cérebro, ligados por fios a uma bateria implantada no tórax, que envia a eles impulsos elétricos para estimular a produção de neurotransmissores relacionados à melhora do humor.
7 – Estimulação Magnética Transcraniana (EMT):
A técnica é baseada na aplicação de ondas eletromagnéticas sobre o cérebro, para modular o funcionamento de regiões que operam de forma alterada, em pessoas com transtornos neuropsiquiátricos.A EMT pode ajudar os pacientes que não respondem ao tratamento medicamentoso, acelerar a resposta a ele, ou mesmo ser uma alternativa pra aqueles que não toleram os efeitos colaterais dos antidepressivos, ou têm contraindicação a esses medicamentos.

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