Professor andou de barco, lancha e avião para terminar mestrado: determinação

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Fotos: arquivo pessoal
Júlio Cezar Marinho da Fonseca, de 28 anos, é a prova de que quem quer e se esforça, pode vencer.
Ele está entre os primeiros professores a concluir o mestrado profissionalizante stricto sensu em matemática com aulas semipresenciais, o Profmat, um programa, que é gratuito, prioriza os professores da rede pública de ensino e tem abrangência nacional.
Para se formar, ele teve de atravessar cerca de 420 quilômetros que separam Parintins, município amazonense onde mora, à margem do rio Amazonas, e o polo de ensino da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), em Manaus, onde eram dadas as disciplinas presenciais.”Era uma luta constante assistir às aulas”, conta.
“Primeiro comecei indo de barco, o que demorava cerca de 20 horas de viagem.
Saía de casa em Parintins na quinta-feira à noite e chegava a Manaus na manhã de sábado, para ter aulas o dia inteiro.
Para voltar, o problema era maior. Não tinha barco no domingo e nem lancha para Parintins.
A minha única opção era voltar de avião, porque na segunda-feira tinha que dar aula”, conta.
“Quanto o barco estava lotado, viajava de lancha na sexta-feira, com tempo de viagem menor, que caía para aproximadamente 12 horas, mas a volta continuava sendo de avião.
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Gastei com alimentação, e só não paguei hotel porque tenho um irmão que mora em Manaus.”
O professor calcula que gastava, em média, R$ 450 com cada viagem semanal, custo que poderia aumentar durante a Festa Folclórica de Parintins, com passagens aéreas mais caras no período.
“A bolsa de estudo, que na época era de R$ 1.350, não dava para todas as passagens, mas se não tivesse o benefício, não conseguiria terminar o mestrado.”
Com dez anos de carreira no ensino e licenciatura obtida em 2007, Júlio Cezar virou professor da rede pública no ano de 2008.
Recentemente, foi aprovado em primeiro lugar no concurso da UEA (Universidade do Estado do Amazonas) para se tornar efetivo de matemática.
“Acredito que mina formação profissional teve um acréscimo de qualidade de ensino e de conteúdo em 100%”, opina ele sobre o Profmat.
“Tive a oportunidade de ver o que o resto do país estuda e estar usando tudo que aprendi no ensino de matemática.”
Segundo o professor, se o curso não fosse semipresencial, ele não o teria feito.
Hoje, Júlio Cezar está aplicando técnicas de ensino que aprendeu no Profmat em dois projetos de extensão para o ensino de matemática na comunidade.
Também está à frente de um curso de aritmética para alunos do 6° ano das escolas periféricas de Parintins.
“Passei a ser referência no ensino desde a conclusão do Profmat, visto que não havia mestres em matemática na minha cidade.
Tenho dois de meus ex-alunos fazendo o mesmo curso. Os professores da cidade perceberam que é possível fazer mestrado e mudar a nossa história”, afirma.
Com informações do UOL.

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