Rádios AM poderão transmitir em FM: migração autorizada.

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Comercial
O chiado das emissoras que transmitem em AM (ondas médias) está com os dias contados.
As rádios AM poderão migrar para a Frequência Modulada (FM), que tem qualidade de som muito melhor.
A boa nova foi autorizada pelo governo nesta quinta, 7 de novembro, Dia do Radialista.
O decreto que permite a mudança foi assinado pela presidente Dilma Rousseff.
Trata-se de um antigo pedido dos donos de emissoras, preocupados com o aumento dos níveis de interferência e a perda de terreno para as emissoras de FM.
No discurso, Dilma disse que as rádios AM são um patrimônio do país e que o Estado deve dar as condições para que elas continuem prestando serviços e se adaptando.
“Sou fã de rádio. Cresci ouvindo radionovelas e por muito tempo testemunhei como o rádio foi o eixo da integração da cultura e da identidade nacional”, disse a presidente.
A mudança
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) estima que 90% das 1.784 emissoras AM passem a operar na faixa FM.
“Nessa frequência, as rádios ganharão qualidade de áudio e de conteúdo, competitividade e alcance por meio de telefones celulares”, informou a associação.
Segundo o presidente da Abert, Daniel Slavieiro, “a assinatura do decreto é o fato mais relevante para o rádio AM nos últimos 50 anos”.
Ele calcula que o custo da migração para as rádios, na compra de equipamentos, será de aproximadamente R$ 100 milhões
“Por muito tempo acreditamos que a solução seria a digitalização, mas os testes demonstraram que as dificuldades no AM digital são similares às no analógico”, disse, acrescentando ainda a importância da presença nos dispositivos móveis, cada vez mais populares entre a população.
“Somente transmitindo na faixa de FM que seremos sintonizados pelos mais de 160 milhões de aparelhos celulares que têm rádio, sem custo algum para o usuário. Essa é a importância da medida.”
Prazo
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que os interessados na migração poderão fazer o pedido ao ministério a partir de 1º de janeiro de 2014.
“Para a migração, a Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações] fará estudos de viabilidade técnica com vistas a verificar se a inclusão de um novo canal é possível”, explicou o ministro.
“Na hipótese de não haver canal de rádio FM disponível na localidade, serão usadas as frequências ocupadas atualmente pelos canais 5 e 6 de televisão, após finalizado o processo de digitalização da televisão”, disse.
Segundo Bernardo, durante um certo tempo será permitido que as rádios transmitam em AM e FM, para que haja a migração da audiência “sem sobressaltos”.
Com informações da Agência Brasil.

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