Rapaz de 28 anos venceu o câncer 5 vezes! Ele não desiste! Assista

Esta é mais do que uma história de superação. É uma lição de amor a si e ao próximo.
José Jance Marques, de 28 anos, impressiona pela sorte e pela força de vontade de lutar contra o câncer.
Em 10 anos, o guerreiro de Brasília venceu 5 vezes a doença: teve dois melanomas no peito, uma metástase no coração, um tumor no cérebro e uma leucemia.
Foram tantas visitas a médicos, que ele ficou famoso nos corredores de oncologia dos principais centros de tratamento contra o câncer em Brasília e em São Paulo.
José Jance é portador de uma anomalia genética que acelera o crescimento celular e desencadeia tumores em várias partes do corpo.
“Há cinco anos fui diagnosticado com esse problema genético e, desde então, faço acompanhamento em um centro de referência em Brasília”, relata.
O primeiro tumor, um câncer de pele (melanoma) no peito, surgiu quando ele ainda tinha 19 anos.
Dois anos depois, o primeiro tumor voltou, mas aí no coração.. O jovem foi buscar ajuda do Ministério Público para conseguir um tratamento adequado e gratuito em hospitais particulares, já que os hospitais públicos agendavam a primeira consulta para mais de 8 meses depois do diagnóstico.
O terceiro tumor surgiu em seguida, em 2009, na forma de outro melanoma no peito.
“Nesse momento, já fui procurar ajuda especializada em São Paulo e descobri o problema genético que me acomete”, lembra.
O tratamento do terceiro tumor foi mais rápido, contando apenas com a cirurgia de extração do câncer.
Em 2011, sugiu um novo tumor, dessa vez no cérebro.
“Como já tinha a previsão que esse diagnóstico era possível, contratei um plano de saúde um ano antes. Fiz todos os exames preventivos e mudei meus hábitos para minimizar os riscos”, recorda o rapaz.
Em 2013, já com acompanhamento intenso dos médicos, o jovem brasiliense foi diagnosticado com leucemia. Foram necessários 9 meses de quimioterapia e um transplante de medula para curar esse câncer na medula óssea.
“Tive a sorte de achar um doador compatível bem rápido. Fiz, com a ajuda dos meus amigos, uma campanha no Facebook para estimular a doação de medulas ósseas e contei com o apoio de muita gente, inclusive desconhecidos”, lembra.
Volta por cima
José Jance Marques não se deixou abater.
Mesmo doente foi estudar para alcançar bolsas de estudo.
Se formou em comunicação com a ajuda do ProUni e fez mestrado na Universidade de Tóquio.
Hoje ele é relaçoes píblicas e jornalista, mestre em comunicação corporativa pela Universidade de Tokyo e trabalha como assessor de comunicação de um parlamentar na Câmara dos Deputados em Brasília.
Ajudar o próximo
Depois de tudo o que viveu, Jance passou a participar das atividades da Casa de Apoio às Pessoas com Câncer – Capec, uma organização sem fins lucrativos criada para apoiar atividades de combate ao câncer. A ONG trabalha na captação de recursos e gestão de projetos sociais, que asseguram melhor qualidade de vida às pessoas portadoras de câncer, como também seus familiares durante a luta contra a doença.
Fé
De onde vem tanta força? – Perguntou o SóNotíciaBoa a José, pelo Facebook.
“Pode parecer piegas, mas minha força vem dos amigos, do amor e da vontade de viver”, respondeu o rapaz.
Jance não é de frequentar igrejas, nem segue religiões específicas.
Ele diz que seu contato é direto com Deus.
E não é de ficar enchendo Deus de pedidos:
“Eu sou mais racional. Eu costumo agradecer mais do que pedir. Eu recebo a notícia, digiro, planejo, reflito e traço minha estratégia de enfrentamento.
Ao passo que as coisas vão dando certo, vou percebendo a mão de Deus….e vou agradecendo”, disse ao SóNotíciaBoa.=
“Eu não sou um cara religioso, mas tenho minhas crenças. Eu acredito em Deus e acho que cada um tem uma missão a cumprir aqui na Terra. Eu vejo esses tumores como uma missão já que (isso) me permitiu ajudar os outros através da ONG e do grupo de pesquisa do Sirio”.
Esperança
O jovem brasiliense sabe dos riscos de novos tumores mas diz estar preparado para enfrenta-los.
“Eu acredito que cada um de nós tem uma missão aqui na Terra. A minha talvez seja essa, de contribuir para o alívio do sofrimento alheio. Me desculpe se isso soa piegas, mas é algo que me conforta e que me dá coragem para enfrentar o que pode ainda vir”, declarou.
Com informações da Band, Jornal de Brasília e SnB

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