Ex-catadora de latinha que passou em concurso e ganha 7 mil: filme

Fotos: arquivo pessoal/G1
Lembra da história inspiradora da ex-catadora de latinhas, que ganhava 50 reais por mês para sustentar os filhos e começou a ganhar 7 mil reais, depois que passou em um concurso do Tribunal de Justiça do Distrito Federal?
Pois bem, vai virar filme!
Marilene Lopes recebeu a proposta na semana passada. A virada impressionante na vida dessa mãe, que morava num barraco, foi uma das mais lidas do SóNotíciaBoa no ano passado, com mais de 60 mil acessos. Releia aqui.
Surpresa, mas feliz com a oportunidade, Marilene diz que aceitou a proposta, que recebeu de uma produtora independente.
“Tantas pessoas querem ter fama para aparecer. Eu quero somente para levantar a autoestima das pessoas”, afirmou ao G1.
“[Eles disseram que] querem concorrer a prêmios pelo Brasil [contando a minha história].”
Falta negociar detalhes da filmagem com a produtora.
Ainda não há datas para o início da produção.
Foto: arquivo pessoal/ Marilene depois do concurso
Orgulho
A técnica do TJ afirma se orgulhar da trajetória que percorreu.
Sem dinheiro nem para comprar gás e obrigada a cozinhar com gravetos, a mulher decidiu se inscrever no concurso em 2001, depois de ler na capa de um jornal sobre a abertura das inscrições.
Ela passou menos de um mês estudando junto com as irmãs, que tinham a apostila da seleção.
Apenas Marilene foi aprovada.
Na época, ela e os cinco filhos moravam em um barraco, em uma invasão em Brazlândia, a 30 quilômetros do centro de Brasília.
Marilene já havia sido agente de saúde e doméstica, mas perdeu o emprego por causa das vezes em que faltou para cuidar das crianças.
Como os meninos eram impedidos de entrar na creche se estivessem com os pés sujos, ela comprou um carrinho de mão para levá-los e aproveitou para unir o útil ao agradável: na volta, catava as latinhas de alumínio.
Segundo ela, os tempos difíceis duraram um ano e meio, e na época a família passava muita fome.
“Nunca tinha nem fruta para comer. Eu me lembro que passei um ano com uma só calcinha. Tomava banho, lavava e dormia sem, até secar, para vestir no outro dia,” conta.
Empréstimo
Mesmo para se inscrever para o concurso Marilene teve dificuldade.
Ela conta que pediu R$ 5 a cada amigo e que chegou à agência bancária dez minutos antes do fechamento, no último dia do pagamento.
A ex-catadora soube que tinha passado no concurso por uma das irmãs, que leu o nome dela no jornal.
“Tinha medo [de não passar] e ao mesmo tempo ficava confiante. Sabia que se me dedicasse bem eu passaria, só precisava de uma vaga”, diz.
“Dei uma flutuada ao ver o resultado. Pedi até para minha irmã me beliscar.”
Promoções
Depois da aprovação Marilene já passou pelo Juizado Especial de Competência Geral, 2ª Vara Cível, Órfãos e Sucessões de Sobradinho, 2ª Vara Criminal de Ceilândia, 12ª Vara Cível de Brasília e Contadoria.
A trajetória dela inspira os colegas.
Por e-mail, o primeiro chefe, o analista Josias D’Olival Junior, é só elogios. “A sua história de vida, a sua garra e o seu caráter nos tocavam e nos inspiravam profundamente.”
Da época de catar latinhas, Marilene diz que mantém ainda uma qualidade: ser supereconômica.
Com informações do G1.

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