EUA autorizam venda do exoesqueleto

Lembra do exoesqueleto que deu o chute inicial da copa do mundo?
Nos Estados Unidos já é possível comprar um equipamento semelhante, que permite aos paraplégicos andar novamente.
O FDA, Agência que reguladora produtos e medicamentos nos Estados Unidos, autorizou a a venda do primeiro exoesqueleto.
O ReWalk, como é chamado, é um aparelho motorizado colocado nas pernas e no torso – conjunto constituído pelos ombro, tórax e pela parte superior do abdomen.
Com a ajuda de um controle remoto, instalado no pulso, ele possibilita que uma pessoa com lesão de medula espinhal fique sentada, de pé, e caminhe com a ajuda de muletas – como mostramos aqui no SoNotíciaBoa.
“Os dispositivos inovadores como o ReWalk permitem percorrer um longo caminho com a ajuda de muletas para que as pessoas com lesões de medula espinhal ganhem mobilidade”, assegurou Christy Foreman, diretor do Escritório de Avaliação de Dispositivos da FDA.
“Junto com a terapia física, a capacitação e assistência de um cuidador, estas pessoas podem utilizar estes dispositivos para caminhar de novo”, acrescentou.
O dispositivo não foi projetado para esportes ou para subir escadas.
Os pacientes e seus cuidadores devem receber um treinamento desenvolvido pelo fabricante para aprender o uso apropriado do dispositivo.
Inventor
ReWalk foi testado extensivamente em os EUA, Europa e Israel.
Ele foi desenvolvido pelo Dr. Amit Goffer, um inventor israelense que se tornou tetraplégico após um acidente ATV em 1997.
Foi através de sua própria experiência pessoal na utilização de dispositivos de mobilidade para pessoas com lesão medular que o Dr. Goffer desenvolveu o ReWalk.
Para mais informações sobre a empresa e os aparelhos o site da ReWalk é http://rewalk.com/landingpage-en/
Preço
Um porta-voz do Hospital de Paraplégicos de Toledo, que é um centro de referência mundial pra o tratamento destas lesões, explica que neste campo há “numerosas iniciativas”, e assinala que o primeiro problema é o fato dos aparelhos “serem extremamente caros”.
Eles também não servem para todos os pacientes.
Mas o fato da agência norte-americana ter emitido nota sobre sua comercialização indica que se trata de um avanço importante.
“Os primeiros modelos davam um modo de caminhar muito robotizado”, disse o porta-voz do hospital de Toledo.
“Agora se trabalha nos chamados exoesqueletos bio-inspirados”.
O dispositivo aprovado nos Estados Unidos pertence ao mais simples do grupo: detecta a intenção do movimento mediante bio-sensores que a capta da parte superior do corpo do usuário, e a transmite aos mini motores que movem as pernas.
Copa do Mundo
A versão do exoesqueleto exibido na abertura da Copa do Mundo é mais sofisticada, muito embora experimental.
O modelo também é para próteses de extremidades amputadas, como a utilizada por Juliano Pinto, um homem de 29 anos que deu o chute inicial do Copa do Mundo do Brasil.
A diferença do exoesqueleto da Copa, desenvolvido pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, é que o processo é feito através de eletrodos que enviam sinais sem fio ao exoesqueleto, cujo hardware transforma esses comandos em ações.
Um dos pontos que diferencia o projeto é o fato de o mecanismo utilizado gerar respostas táteis em seu usuário, o que torna a experiência mais semelhante ao processo de andar normalmente, por isso foi batizado de “Walk Again”.
Futuro
Em Toledo se está trabalhando em outro modelo com estas características dentro do Projeto Hynter.
Mas o futuro destes dispositivos vai mais além: trata-se de detectar mediante microchips no cérebro, ou nos nervos a intenção de mover-se, e, com estas emissões, fazer com que o exoesqueleto atue.
É uma ciência relativamente nova (a neuro-protésica ou neuro-robótica) que já conseguiu sucessos como mover um rato e mãos artificiais com a mente.
Com informações do ElPais

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