Adotadas por famílias diferentes se reencontram

Foto: Betina Humeres / Agencia RBS
Depois de 35 anos sem se ver, as irmãs Maria Célia Silva Machado, de 38 anos (à esquerda), e Luísa Maria Belchior, de 43 (à direita), finalmente se reencontraram, graças à força das redes sociais.
A última vez que as duas se viram foi no orfanato, na pequena cidade de Lavras do Sul, no interior do Rio Grande do Sul, quando eram pequenas e foram adotadas por famílias diferentes.
As duas cresceram afastadas sem qualquer notícia uma da outra, mas elas sempre sonharam com o reencontro.
Descoberta
Há cerca de um mês, Luísa, que permaneceu na cidade onde nasceu, encontrou Maria pelo Facebook e descobriu que a irmã estava morando em Florianópolis.
Elas começaram a ter longas conversas por telefone, e marcaram o reencontro, que aconteceu na semana passada.
Emoção
Luisa viajou de ônibus.
No terminal, ansiosa, Maria Célia estava acompanhada do marido, dos filhos.
Na área de desembarque, Maria Célia procurava o rosto da irmã entre cada mulher que saía pela porta.
“Acho que é ela”, disse ao ver uma mulher descendo as escadas.
No primeiro olhar as duas se reconheceram.
E como se o tempo não tivesse passado, se abraçaram e choraram juntas, agora de alegria.
“Saí de Lavras do Sul faz três dias, e em Santa Maria acabei perdendo minha carteira de identidade e a passagem. Tive que ir até a Polícia Federal para conseguir autorização para viajar, mas finalmente cheguei — disse Luisa.
Lembranças
Por problemas familiares — a mãe se prostituía — os quatro filhos foram parar em um orfanato ainda crianças.
“Naquela época a adoção não era regularizada, então lembro que as famílias iam até lá e nós ficávamos todos enfileirados esperando para ver quem seria escolhido, como se fossemos mercadoria. Lembro que primeiro foi meu irmão, depois uma irmã, até que chegou a minha vez, é só ficou a Luísa no abrigo. A gente sofria muito a cada separação — conta.
“Nós éramos muito unidas. Como eu era um pouco maior, a mana (Maria) usava o meu dedo como chupeta, pois não tinha isso lá. Quando ela foi embora eu fiquei com raiva da senhora que a adotou, pois fiquei sozinha, mas hoje entendo que foi para o bem dela. Ela se tornou uma grande mulher — disse emocionada.
Pouco tempo depois Luísa também foi adotada.
Vida nova
Nos 35 anos que passaram separadas, as duas irmãs tiveram vida tranquilas proporcionadas pelas famílias adotivas.
As duas estudaram, se casaram e tiveram filhos.
Maria Célia viveu em Porto Alegre até se mudar para Florianópolis em 2006.
Luísa sabe que os outros irmãos estão bem, e que a mãe biológica hoje vive doente em uma cadeira de rodas com os outros filhos que teve.
Futuro
Luísa veio conhecer a cidade e na próxima semana volta para o Rio Grande do Sul para buscar as filhas e se mudar definitivamente para Florianópolis.
O futuro das duas agora vai ser junto.
Com a ajuda do cunhado já conseguiu emprego, escola para as filhas de 15 e 7 anos e uma casa para viver:
“Quando ela me chamou para vir para cá, senti que é a hora de ficarmos juntas novamente. Acredito muito em Deus, e que devemos aproveitar as oportunidades que ele nos dá. Agora não nos separamos mais”, disse Luísa em lágrimas.
Com informações do DiárioCatarinense

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