Garis estudam com livros dos filhos: Enem

Foto: Raquel Freitas/G1
Os garis Milton Salvador Marinho, de 50 anos, e Domingos Lopes Costa, de 47, estão se preparando para o ENEM, o Exame Nacional do Ensino Médio.
O surpreendente é que eles, que tiveram que abandonar a escola pra trabalhar, hoje usam os livros dos filhos pra estudar. O exame será nos dias 08 e 9 de novembro.
Os dois trabalham há 35 anos na Superintendëncia de Limpeza Urbana de Belo Horizonte, Minas Gerais.
Depois de mais de três décadas de serviço, os amigos conseguiram voltar à sala de aula e concluíram o ensino médio há cerca de dois meses.
Incentivo
Na primeira página da apostila usada por Milton, uma assinatura com letras redondas não deixa dúvidas de que um dia o material foi de sua filha mais velha, que está na universidade.
Os filhos de Domingos trouxeram a nova motivação para que ele, que já havia feito o supletivo, se matriculasse em uma escola estadual, na região nordeste da capital, e cursasse do 1º ao 3º ano pela modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Dois dos quatro filhos do gari resolveram fazer curso superior.
Um deles já se formou em turismo em uma faculdade particular da cidade, e a outra está prestes a concluir o mesmo curso na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
“O que mais me moveu a voltar estudar foi ver os meus filhos já criados, formando na faculdade. Para eu ter uma condição melhor de conversar com eles. Porque não adianta você ter os filhos formados sem ter uma condição de dialogar com eles. O que você aprende hoje, se você não seguir acompanhando, está ultrapassado amanhã”, explica.
Milton
A trajetória de Milton, que também tem uma filha na faculdade, é parecida.
Ele conta que o incentivo para retornar aos estudos veio no período em que trabalhou no escritório central da SLU.
Ele conta que o apoio de funcionários e estagiários foi fundamental.
“Aí comecei a estudar de novo. Eu comecei a pegar amor ao estudo de novo e não quis parar não”, relembra.
Dúvida
Milton e Domingos estão na dúvida sobre a escolha do curso, mas História é uma opção comum para os colegas de trabalho.
Domingos quer fazer história, ou geologia.
E Milton também vê mais uma possibilidade: fazer geografia.
“Tenho um professor de geografia que é fera. Ele para mim é um exemplo”, justifica.

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