Foto: Etan Tal / WikiMediaCommonsO grito do brasileiro foi ouvido e a população precisa aprender a fazer isso mais vezes.
Diante da repercussão contrária à medida que autoriza o uso de dinheiro da cota parlamentar para comprar passagens aéreas para cônjuges de deputados, a mesa direita da Câmara decidiu nesta terça-feira voltar atrás e não vai liberar o benefício ultrajante.
A decisão foi tomada um dia depois de o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recuar da medida.
A mesa havia aprovado o trem da alegria no último dia 25, entre uma série de outros benefícios para os parlamentares.
Pegou mal
O PSDB chegou a entrar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender a medida.
Na noite de sexta-feira, o ministro Teori Zavascki recusou o pedido dos tucanos.
Nesta segunda, o PT anunciou que abria mão do benefício. Outros partidos já tinham feito o mesmo.
Recomendação
Na tarde desta segunda-feira, a Procuradoria da República no Distrito Federal recomendou à Câmara a suspensão da concessão de passagens aéreas a cônjuges de deputados.
Na recomendação, o procurador Douglas Kirchner afirmou que a decisão da Câmara viola os princípios da “moralidade, da impessoalidade e da indisponibilidade do interesse público”.
Segundo ele, o não cumprimento da recomendação poderia acarretar na responsabilização dos integrantes da Mesa Diretora da Câmara por ato de improbidade administrativa.
Eduardo Cunha admitiu que a repercussão contrária à medida motivou o recuo.
“Realmente, a repercussão foi muito negativa, eu reconheço que a repercussão foi negativa”, disse.
“Eu acho que não houve o procedimento correto sobre o que existia no passado. De qualquer forma, nós estamos sempre subordinados à vontade da opinião pública e, se nós fizemos efetivamente algo que a repercussão não está positiva, cabe a nós fazermos a ‘mea culpa’ e corrigirmos”, declarou
Com informações do G1 e CBN