GPS brasileiro para cegos vence concurso mundial

Fotos: divulgação
Os óculos inteligentes para deficientes visuais, criados por um brasileiro, ganharam o WSYA 2014 (World Summit Youth Awards), na semana passada.
O dispositivo feito para identificar obstáculos no caminho e avisar as pessoas com deficiência visual ao se locomoverem, competia com mais 18 projetos em 6 categorias.
Os óculos se chamam PAW (Project Annuit Walk), são capazes de localizar objetos num ângulo de 120º e foram desenvolvidos por Marcos Antônio da Penha, de 27 anos, que é de Pernambuco.
O dispositivo utiliza sensores ultrassônicos que identificam os obstáculos à frente do usuário cego, que por sua vez, é avisado instantaneamente com vibrações emitidas pela pulseira.
Em vez de avisar por voz, sobre os obstáculos – como faz a maior parte dos dispositivos para deficientes visuais – a tecnologia utiliza um par de óculo ligado a uma pulseira vibratória, que emite vibrações de intensidades diferentes de acordo com a distância dos obstáculos: quanto mais longe, mais suaves, e quanto mais perto, mais intensas.
“Sabemos que os cegos também usam a audição para se movimentar, então pensamos em algo que não os atrapalhassem. Também não queríamos restringir nosso público. Pessoas com deficiências múltiplas vão podem usar o AnnuitWalk”, explica a estudante de Psicologia, Emily Schuler, também integrante da equipe do grupo de pesquisas WearIt, do qual Marcos Antônio participa.
O acessório ainda pode interagir com um aplicativo de celular, que mapeia objetos presentes nos trajetos e funciona como uma espécie de GPS para os deficientes visuais, indicando as direções com os menores riscos de acidentes.
A ideia é dar mais mobilidade e qualidade de vida aos 6,5 milhões de deficientes visuais que vivem no Brasil.
Segundo o Censo 2010 do IBGE, 92% das cidades brasileiras são inacessíveis para cegos e nenhum município brasileiro tem todas as vias públicas adequadas para eles.
Já no mundo, existem mais de 314 milhões de cegos ou pessoas com algum grau de deficiência visual, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde.
“Criamos um dispositivo que protege o corpo inteiro do usuário”, conta o pernambucano.
História
Desde março de 2014, o grupo formado por Marcos e mais cinco universitários, pesquisam como os chamados wearable devices (ou “dispositivos vestíveis”) — como os óculos inteligentes Google Glass ou o relógio Apple Watch — podem melhorar a vida de pessoas com algum tipo de deficiência ou com deficiências múltiplas.
“A cada protótipo testado por voluntários, entendíamos melhor suas necessidades”, explica a estudante de Psicologia, Emily Schuler.
“Por exemplo: eles não queriam algo que substituísse a bengala, mas que desse um suporte a ela. E este suporte não devia ser algo discreto, pois eles já chamam muita atenção com a bengala. Os óculos também se tornaram a opção mais viável, já que a maioria está acostumada com o acessório.”
Preço
O dispositivo criado pelos recifenses é bem barato. O mais simples, com função básica de avisar obstáculos, custa cerca de R$ 45.
Já o protótipo mais completo, que interage com o aplicativo AnnuikWalk no celular, que faz recomendações com a rota mais segura e pontos críticos de trajeto, tem um custo de produção inicial de R$ 160.
O aplicativo gratuito, que estará disponível para Android e iOS em breve, poderá ser usado por qualquer um.
“Criamos o app para que todos pudessem colaborar, não só quem tem a deficiência. Por meio dele, qualquer um pode reportar obstáculos nas ruas e ajudar a criar trajetos mais seguros”, diz Emily.
Serviço
O grupo procura agora investidores interessados em bancar o projeto.
O contado de Marcos Antonio no Twitter é @MarcosOaph
Com informações da Folha e BrasilPost

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