A tecnologia AMP, que foi apresentada oficialmente nesta quinta-feira, 8, pelo Google, é uma tentativa de mudar isso.
Ao anunciá-la, a empresa divulgou uma extensa lista de parceiros: BBC, The New York Times, Washington Post, The Wall Street Journal, BuzzFeed, Huffington Post, The Economist e The Guardian, entre outros, irão utilizar a nova tecnologia.
No Brasil, a SUPER estará entre as primeiras publicações a adotar a nova tecnologia, junto a outros títulos da Editora Abril. Segundo o Google, o sistema também será adotado por Editora Globo, UOL e Folha de S. Paulo.
O que fazer
O usuário final não precisa fazer nada, basta continuar navegando normalmente – com a diferença de que as páginas dos sites abrirão mais rápido no celular.
O ganho de velocidade é obtido de duas formas. Primeiro, na programação das páginas – que passam a usar a linguagem “AMP HTML”, criada pelo Google.
Essa conversão é feita automaticamente, pela própria ferramenta de publicação (o WordPress, por exemplo, terá uma atualização para a nova tecnologia), e resulta em páginas com menos scripts e elementos ocultos.
“O conteúdo volta a ser apenas conteúdo. Não megabytes de scripts”, explica Besbris.
Os detalhes, regras e as características dessa mudança serão conhecidos agora, quando o Google publicará as especificações da AMP HTML – que será liberada em código aberto.
O outro elemento é o cache: o Google irá armazenar, automaticamente, cópias das páginas AMP.
Dessa forma, ao acessar um site que usa AMP, você poderá receber a página diretamente do Google, que têm mais servidores e pode entregá-la mais rápido.
O uso desse cache é gratuito, ilimitado – e opcional. É uma solução diferente daquelas propostas pela Apple e pelo Facebook – que também procuraram enfrentar, recentemente, a lentidão da internet móvel.
Pioneiro
O primeiro passo nesse sentido foi o sistema Facebook Instant Articles, lançado em maio.
Ele teve a adesão de grandes sites, com alguma cautela (apenas o Washington Post -que desde 2013 pertence a Jeff Bezos, dono da Amazon- aceitou colocar todo o seu conteúdo), e permite ler matérias inteiras dentro do próprio Facebook, sem clicar em links externos.
A solução proposta pela Apple veio com o lançamento do iOS 9, em setembro. Ele permite, pela primeira vez, que o usuário baixe e instale ad blockers (apps bloqueadores de anúncios).
Isso acelera a navegação na internet, mas cria um problema para os sites – que se veem privados de sua principal, e geralmente única, fonte de receita.
A resposta para essa questão foi a criação do aplicativo Apple News, também parte do iOS 9 (por enquanto, apenas em inglês).
As empresas jornalísticas podem publicar seu conteúdo diretamente nesse app, que não está sujeito ao bloqueio de anúncios e em tese oferece uma melhor experiência de leitura ao usuário.
Mas, como acontece no caso do Facebook Instant Articles, a Apple passa a ter poder sobre o conteúdo (podendo decidir se uma reportagem será ou não manchete do Apple News, por exemplo).
O sistema proposto pelo Google é diferente, uma vez que não altera as relações entre os sites e seus leitores – que continuam acessando o conteúdo da mesma forma, mas com um ganho de velocidade.
Com informações Superinteressante


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