Teste do dentinho em bebês previne uso de aparelho: é brasileiro

Um sistema de testes criado no Brasil promete facilitar a prevenção de problemas dentários em crianças.
É o teste do dentinho, desenvolvido por dois dentistas de Santa Catarina.
Pioneiro no país, o aplicativo foi produzido pelo dentista Patrick Marlon Palhano, de Itajaí, e pelo odontopediatra Andrigo Beber, de Blumenau.
A ideia é similar aos testes do pezinho e da orelhinha, disponibilizados na rede pública de saúde para bebês.
Através de uma série de exames, os dentistas conseguem identificar como será a dentição da criança na idade adulta e prever futuros problemas.
Como
Os testes são feitos desde que nasce o primeiro dentinho do bebê, e são repetidos nos demais dentes conforme eles vão aparecendo.
As avaliações incluem a estrutura do dente e a composição, e indicam tendências a cáries e perdas dentais que podem ser prevenidas.
Segundo Palhano, isso pode reduzir inclusive os custos de tratamentos futuros: “Fica mais simples para os pais entender o que acontece com os dentes dos filhos e como são os tratamentos desde o primeiro dentinho. Isso os deixa mais tranquilos”, avalia.
Dentistas
O teste do dentinho integra o Kindo, o primeiro aplicativo brasileiro odontológico do país, também desenvolvido por Palhano.
O sistema funciona como um prontuário digital, com versões para o dentista e o paciente.
Ele também informa quando é hora de visitar o dentista e alerta para o autoexame de câncer de boca periódico — inclusive, ensinando como fazer.
O sistema, recém-patenteado, está disponível para profissionais de todo o Brasil.
O dentista usuário do aplicativo abastece o sistema com os dados do paciente, que pode baixar sua versão gratuitamente.
O app reúne informações sobre os procedimentos feitos ao longo da vida em cada um dos dentes (para quem tiver passado pelo teste do dentinho, isso inclui desde a primeira dentição), e facilita a escolha pelo tratamento mais adequado.
“Aplicativos de saúde são comuns em outros países no mundo, mas temos falta disso aqui. Facilita a vida tanto do profissional quanto do usuário — afirma.
História
O aplicativo começou a ser desenvolvido em 2014, entre as startups de inovação da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate).
A ideia foi apresentada no Festival de Empreendedorismo de São Paulo, e acabou com o 3º lugar no país no Prêmio Pequenas Empresas, Grandes Negócios.
A partir daí, recebeu financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação em SC (Fapesc).
Desde que foi lançado oficialmente, para os sistemas iOS e Android, o Kindo já é usado por cerca de 600 dentistas no país. Em dezembro, o sistema abriu para investidores na Bolsa de Valores.
Com informações do DC

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