USP, Unicamp e Unesp se unem na Rede contra o Zika

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Foto: Unicamp
Foto: Unicamp

Três universidades se uniram para descobrir soluções de combate ao zika vírus.

Os pró-reitores de pesquisa das universidades estaduais de São Paulo – os professores Gláucia Pastore da Unicamp, José Eduardo Krueger da USP e Maria José Giannini da Unesp, formalizaram a criação da Rede para Zika Vírus.

A decisão foi tomada na semana passada em reunião na sede do Cruesp, Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas.

A intenção é trabalhar em pesquisas, métodos de extermínio e outras saídas científicas.

“Considerando as ações que cada instituição vem desenvolvendo em relação a doenças virais transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, foi sugerido que montássemos uma força-tarefa mais robusta via Cruesp, com mais pesquisadores e maior interação entre Unicamp, USP e Unesp”, afirmou Gláucia Pastore.

A pró-reitora, que anunciou uma força-tarefa específica da Unicamp às vésperas do Natal, levou cinco dos 25 pesquisadores do grupo para a reunião em São Paulo, a fim de que trocassem informações sobre os trabalhos que os colegas das outras duas instituições vêm realizando.

“O encontro foi importante para que as pessoas soubessem quem faz o quê, visto que muitas não se conhecem. A USP apresentou suas ações, que estão muito mais concentradas no vírus propriamente dito, ao passo que Unicamp optou por uma estruturação mais global dos pontos a serem atacados.”

“Nossa pretensão era ter um novo programa subvencionado pela Fapesp, visando o melhor entendimento, principalmente do Zika Vírus, e também em relação à dengue e Chikungunya. Teremos mais reuniões a respeito”, afirmou Gláucia Pastore.

“Ficou claro que nós da Unicamp vamos procurar desenvolver novos larvicidas e mosquicidas, o que não estava contemplado no projeto original da USP. O fato é que temos um desafio enorme, com muitos buracos a serem preenchidos.”

Na opinião da professora da Unicamp, o cenário ainda está confuso, como por exemplo, o que diz respeito ao diagnóstico da doença.

“Queremos interferir nesse aspecto, criando um protocolo e uma força-tarefa de identificação. A ciência ainda não possui métodos precisos, até porque no exterior ainda não se chegou ao mesmo nível de preocupação do Brasil. Outros buracos estão na correlação do vírus com a microencefalia e quanto à imunidade, ou seja: por que uma pessoa enfrenta bem a doença e outra tem uma série de complicações, qual é a resposta imune (a condição de saúde, a genética, a alimentação)?”

Com informações da Agência Unicamp