Brasil e EUA vão desenvolver juntos vacina contra o zika vírus

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Ministro da Saúde
Ministro da Saúde

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, anunciou uma parceria firmada entre o Instituto Evandro Chagas, no Pará, e a Universidade do Texas, nos Estados Unidos, para possibilitar que a vacina contra o vírus Zika seja desenvolvida em até 12 meses.

Após essa etapa, a vacina ainda precisa passar por testes clínicos para, em seguida, começar a ser produzida e disponibilizada à população.

Essa fase deve durar mais dois anos, totalizando três anos para que todo o processo seja concluído.

O ministro disse que a experiência de ambas as instituições no ramo das chamadas arboviroses (doenças causadas por vírus semelhantes ao Zika, como dengue, chikungunya e febre amarela) pode ajudar a reduzir o prazo para a formulação da vacina, já que o cronograma oficial de trabalho prevê o desenvolvimento das doses em dois anos.

A expectativa do ministro da Saúde, Marcelo Castro, no entanto, é alcançar os resultados em menos tempo.

“Há um grande otimismo de que poderemos desenvolver essa vacina em um tempo menor do que o que estava previsto”, disse.

A parceria terá a participação de organismos como a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O investimento brasileiro na parceria com os Estados Unidos, segundo ele, é de US$ 1,9 milhão para os próximos cinco anos.

Microcefalia

A parceria com o centro americano também vai, nos próximos dias, investigar a relação de outras doenças com a microcefalia.

O plano do governo federal é dividido em três eixos de ação: mobilização e combate ao mosquito, atendimento à população e desenvolvimento tecnológico e pesquisa.

A operação de enfrentamento do vírus tem a participação de 18 ministérios, além de órgãos federais, estaduais e municipais.

O governo confirmou nesta quinta-feira a terceira morte causada pelo vírus no país.

Mobilização nacional

Neste sábado, dia 13, uma mobilização nacional de combate ao Aedes aegypti vai levar cerca de 220 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica às ruas.

Os militares vão distribuir material impresso com orientações para a população sobre como manter a casa livre dos criadouros do mosquito.

A meta é visitar 3 milhões de residências. A mobilização vai abranger 356 municípios, incluindo todas as cidades consideradas endêmicas e as capitais do país.

Com informações da AgênciaBrasil