Jovem tira agasalho e doa a estudante com frio no metrô: viral

4925

Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa

Uma história de compaixão e solidariedade no metrô não pára de ser compartilhada nas redes sociais. Já foi curtida 84 mil vezes e teve quase 10 mil compartilhamentos.

É o caso envolvendo um rapaz de camiseta regata, numa noite muito fria, que foi presenciado e fotografado pelo professor e internauta Walter Karwatzki.

Ele contou no Facebook que estava voltando de metrô de Novo Hamburgo, RS, quando um jovem chamou a atenção “por não estar usando uma roupa “quente”, pois a noite estava muito fria”.

O rapaz, de Piriapólis, Uruguai, tentava vender pulseirinhas, com um “sotaque muito forte castelhano”.

“Eu quis saber se ele não estava com frio e ele respondeu que sim, mas tinha vindo de Florianópolis e não tinha trazido roupa de frio”.

Compaixão e solidariedade

“Na estação Unisinos entrou outro rapaz que, ao que tudo indicava, era um estudante retornando para casa, e sentou-se próximo a nós”.

Na hora de desembarcar, o estudante se levantou e perguntou ao jovem uruguaio se ele não estava com frio. Ele respondeu que sim, que estava com “mucho” frio.

“O rapaz estudante, já em pé, colocou a mochila no chão, tirou a jaqueta e em um gesto que jamais eu tinha visto, retirou o blusão que usava por cima de uma camiseta e deu o blusão ao jovem que ficou sem saber o que fazer, assim como eu. Na estação Niterói o rapaz estudante desceu e eu e o jovem ficamos a nos olhar. Ele vestiu o blusão com cuidado e ficou me olhando, rindo e balançando a cabeça. Eu não sabia o que dizer”, contou Walter.

“Na minha cabeça só pensamentos malucos como um anjo que estuda na Tunisinos e anda de metrô! Que desprendimento aquele jovem tem com coisas materiais! Quem são estas pessoas? O que faz um jovem agir assim com um semelhante, estranho?”, perguntou na rede social.

“Não consegui fotografar o momento que ele tira o blusão. Como eu já tinha, sabe lá por que, fotografado o jovem uruguaio de camiseta regata, deixei ele se vestir com o blusão que ganhou e o fotografei. Foi até bom eu não ter tentado fotografar o rapaz que deu o blusão, pois anjos não se fotografam”, concluiu o professor.

Da redação do SóNotíciaBoa