Colômbia e Farc assinam acordo histórico de paz após 50 anos

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Foto: Reuters
Foto: Reuters

As Farc, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, e o governo do país assinaram nesta quinta-feira, 23, um acordo de cessar-fogo bilateral e definitivo.

O acordo histórico de paz foi oficializado em Havana, que sedia as negociações.

A cerimônia teve as presenças do presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e do chefe das Farc, Timoleón Jiménez, conhecido como “Timochenko”.

Outras autoridades também participaram do ato na capital cubana, entre elas o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e os presidentes de Cuba, Raúl Castro, do Chile, Michelle Bachelet, e da Venezuela, Nicolás Maduro.

O acordo é formado por quatro pontos principais:

  1. Cessar-fogo (e das hostilidades) bilateral e definitivo;
  2. Desarmamento das Farc;
  3. Garantias de segurança e luta contra organizações criminosas responsáveis por homicídios e massacres ou que ameaçam defensores dos direitos humanos e movimentos sociais e políticos;
  4. Combate a condutas criminais que ameacem a construção da paz.

Trata-se de um fato histórico: um compromisso assumido entre ambas as partes, estabelecendo como será feito o desarmamento das Farc para que ela se constitua como uma força política.

“Nunca antes as Farc haviam aceitado abrir mão do uso de armas”, diz Andrei Gómez Suárez, professor da Universidade de Los Andes e integrante da ONG Rodeemos el Diálogo, à BBC Mundo.

50 anos de terror

Os números do conflito na Colômbia são avassaladores.

Em 50 anos de duração 200 mil pessoas foram mortas e 6,9 milhões foram obrigadas a deixar os locais onde vivem.

Com informações da BBC