Brasileiro criador da Fossa Biodigestora: homenagem

Pouca gente sabe, mas quem desenvolveu no Brasil a chamada Fossa Séptica Biodigestora foi o médico-veterinário Antonio Pereira de Novaes.
Ele criou a fossa e o Clorador Embrapa, duas criações de grande importância social e ambiental que fizeram Novaes ganhar o prêmio Banco do Brasil de Tecnologia Social em 2003.
Antonio Pereira de Novaes trabalhou durante 30 na Embrapa.
Além de médico veterinário e pesquisador, foi também violonista, e teve atividades sociais.
Infelizmente Novaes morreu em 2011 sem ter recebido em vida as honras por suas invenções, que ajudam até hoje milhares de brasileiros.
Por isso essa homenagem e reconhecimento. (Veja abaixo como montar a fossa biodigestora)
A fossa
A fossa, inspirada em biodigestores de países asiáticos, é uma tecnologia de baixo custo de instalação, fácil manutenção, que promove o saneamento do excremento humano e ainda produz um ótimo adubo líquido.
Levantamento, coordenado pelo engenheiro civil da Embrapa Instrumentação, Carlos Renato Marmo, revelou que já foram implantadas mais de 11 mil unidades da Fossa Séptica Biodigestora.
Ela foi adotada em mais de 250 municípios brasileiros, nas cinco regiões do País, com benefícios para 57 mil pessoas.
Associada a outras tecnologias ambientais, como o Clorador e o Jardim Filtrante, a Fossa Séptica Biodigestora substitui as fossas comuns, protegendo a saúde dos moradores do campo e sem a necessidade da construção de redes de esgoto, de custo astronômico.
Ela também promove a proteção ambiental ao evitar que dejetos contaminem solo e corpos d’água.
A construção desse sistema de saneamento básico poderia reduzir, anualmente, cerca de 250 mortes e 5,5 milhões de infecções causadas por doenças diarreicas.
É o que aponta outro estudo realizado pela pesquisadora da Embrapa, Cinthia Cabral da Costa, e pelo professor da Universidade de São Paulo (USP) Joaquim José Martins Guilhoto.
Como montar
A montagem de um conjunto básico da tecnologia, projetado para uma residência com cinco moradores, é feita com três caixas d´água de 1.000 litros (fibrocimento, fibra de vidro, alvenaria, ou outro material que não deforme), tubos, conexões, válvulas e registros.
A tubulação do vaso sanitário é desviada para a Fossa Séptica Biodigestora.
As caixas devem ficar semi-enterradas no solo e a quantidade de caixas deve aumentar proporcionalmente ao número de pessoas na família.
A Embrapa apenas orienta a instalação e disponibiliza informações para a montagem, em sua página na internet.
Com informações do CartaCampinas

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