Papa critica jornalismo de boatos e fofocas: é terrorismo

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Foto: Reuters/Remo Casilli
Foto: Reuters/Remo Casilli

‘Você pode matar uma pessoa com a língua”, afirmou o Papa Francisco ao criticar a imprensa pelo tipo de jornalismo que vem sendo feito no mundo.

O jornalismo baseado em fofocas, ou boatos, é uma forma de “terrorismo” e veículos de mídia que estereotipam populações inteiras, ou que fomentam o medo dos imigrantes, estão agindo destrutivamente, disse o Papa, nesta quinta-feira (22), a líderes do sindicato nacional de jornalistas da Itália.

Ele falou que os jornalistas têm que se superar na busca da verdade, particularmente em uma era de noticiário 24 horas por dia.

Espalhar rumores é um exemplo de “terrorismo, de como você pode matar uma pessoa com a língua”, disse.

“Isso é ainda mais verdadeiro para jornalistas, porque eles podem alcançar a todos, e essa é uma arma muito poderosa”.

Na Itália, muitos jornais são altamente politizados e usados com frequência para desacreditar os que têm opiniões políticas diferentes, às vezes noticiando boatos sem fundamentos sobre a vida pessoal de tais indivíduos.

Jornalismo-arma

Francisco, que defendeu em muitas ocasiões os direitos de refugiados e imigrantes, disse que o jornalismo não deveria ser usado como uma “arma de destruição contra pessoas e até povos inteiros”.

“Nem deveria fomentar o medo perante eventos como a imigração forçada devido à guerra ou à fome”, acrescentou.

No ano passado, o jornal de direita “Libero” deu uma manchete sobre os ataques em Paris que mataram cerca de 130 pessoas falando nos “bastardos islâmicos”.

Outro diário de direita, o “Il Giornale”, publicou no ano passado uma reportagem sobre a situação caótica na Líbia e o risco de que militantes pudessem entrar na Itália com o seguinte título: “O Estado Islâmico está chegando. Vamos nos armar”.

Com informações do G1