Virado à paulista agora é patrimônio imaterial do Estado

O virado à paulista agora é patrimônio imaterial do estado.
O prato tradicional das segundas-feiras em São Paulo foi tombado pelo Codephaat – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Governo do Estado de São Paulo.
Isso quer dizer que a receita – que leva tutu de feijão, arroz, bisteca de porco, couve, ovo frito e banana à milanesa – foi reconhecida como bem cultural.
História
Para o Condephaat, o prato representa diversidade do território paulista, já que leva ingredientes de origens indígenas, portuguesas, africanas e italianas.
Também reúne séculos do encontro de culturas, tradições, conhecimento e de prazer sensorial que formaram a cultura do estado.
O virado foi registrado pela primeira vez em 1602 pelos bandeirantes.
Nessas viagens, as tropas precisavam de comida nutritiva, fácil de transportar e que pudesse ser consumida fria no dia seguinte – daí o nome, já que a comida chegava ‘revirada’ ao destino.
A receita original continha apenas farinha de milho e pedaços de toucinho e uma pasta de feijão.
“Este prato expressa em sua composição uma demonstração da diversidade cultural característica de São Paulo”, diz o parecer técnico da Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico que pautou a decisão.
Segundo a Secretaria de Cultura do Estado, o reconhecimento como patrimônio imaterial permite o reconhecimento de manifestações culturais, como o samba paulista, tombado em 2016.
“O objetivo é identificar e reconhecer conhecimentos, formas de expressão, modos de fazer e viver, rituais, festas e manifestações que façam parte da cultura paulista”, disse a pasta.

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