Professor dá aulas de graça em praça e viraliza na web

O gesto de solidariedade de um professor que dá aulas de graça numa praça em Botafogo, no Rio de Janeiro, viralizou nas redes sociais.
A imagem que mostra o professor Silvério Morón, de 63 anos, ensinando um estudante na Praça Compositor Mauro Duarte já foi compartilhada mais de 47 mil vezes no Facebook.
A cena foi registrada na última sexta-feira, no primeiro dia em que o professor se sentou à mesa da praça com uma folha de papel, anunciando que ele estava lá para tirar dúvidas de física e matemática.
A ideia de fazer o trabalho voluntário surgiu de uma vontade dele: motivar alunos com dificuldades.
“Vou a pé de Botafogo para Copacabana e atravesso essa praça todos os dias. Num sábado de sol, parei e pensei…Que praça bonita! O nível da nossa educação está muito baixo, ano que vem quero tirar um tempo livre e vir para a praça dar aula de graça”.
Fiz a placa escrito “tiro dúvidas de matemática e física” com a palavra mágica, “grátis”, e vim para praça no dia 12 de março, conta o professor.
Ele disse que teve que esperar bastante até aparecer o estudante Marcio de Almeida, primeiro aluno de Silvério.
“O Márcio apareceu quatro dias depois, ele estava pensando em trancar a faculdade de Engenharia porque tinha dificuldade em cálculo. Vou dar aulas para ele até o final do curso. Foi um presente para mim”, comemora o professor.
Aulas particulares
Mesmo sendo engenheiro por formação, ele não tem licenciatura, mas dá aulas particulares há 14 anos e diz ter se encontrado na profissão.
O voluntário fica esperando por alunos de segunda a sexta, das 11h às 14h, horário em que a praça fica movimentada.
Além de Márcio, o professor contou que foi procurado, na quarta-feira, por dois velhinhos cursando supletivo do ensino fundamental com dificuldades em matemática.
“Fiquei uns 40 minutos com eles tirando dúvidas. Um deles tinha um sorriso lindo. A cada exercício que ele acertava, abria um sorriso e o sorriso dele é o do meu coração. Nesse tempo todo, nunca tinha dado aula para alunos de escolas estaduais e municipais”.
“Quero motivar os alunos a estudarem e a gostarem de matemática e física e quero motivar outras pessoas a darem aula também. Em duas semanas foram três alunos, vou fazer isso até dezembro e minha meta é chegar a 100”, contou.
Educação
Morón também quer estimular outras pessoas a irem para a rua passar conhecimento para quem precisa.
Ele lembra: a melhora do nível de educação está ligada a diminuição da violência.
“Se melhorarmos o nível de educação das pessoas, a violência vai baixar”.
“Tenho uma reserva financeira e consigo fazer esse trabalho voluntário, mas me programei só até o fim do ano”, concluiu.
Com informações do Extra

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