Novo curativo feito de plasma poderá substituir antibióticos

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Carsten Mahrenholz e o adesivo de plasma/Foto: Divulgação
Carsten Mahrenholz e o adesivo de plasma/Foto: Divulgação

Um curativo à base de plasma pode ser a solução para a cicatrização de feridas graves e persistentes.

O produto foi desenvolvido pela empresa alemã Coldplasmatech e usa as propriedades do plasma – não o sangue, mas o quarto estado da matéria, depois de sólido, líquido e gasoso.

Ele serve para matar bactérias resistentes a drogas e melhorar feridas crônicas, geralmente causadas por doenças como o diabetes, que podem levar meses para cicatrizar.

“Temos um curativo que é colocado na ferida e, em seguida, um botão é pressionado e é isso. Em dois minutos está pronto. Quando ele é retirado, todas as bactérias ou fungos da ferida estão mortos. Depois de alguns tratamentos repetidos, as feridas começam a cicatrizar”.

Palavras de Carsten Mahrenholz, criador do curativo, ao site especializado Medical Xpress.

O que é

O plasma é semelhante a um gás ionizado. Tem propriedades únicas como a habilidade de carregar correntes elétricas e gerar campos magnéticos que podem destruir as bactérias.

“[O material] é chamado plasma frio, que é o mesmo plasma existente na superfície do sol ou no raio. Mas também é frio e tolerável pelos tecidos, por isso podemos usar sua bioatividade”, disse Carsten Mahrenholz, criador do curativo.

O curativo

Segundo Mahrenholz, o funcionamento do curativo é baseado no gás bioativo presente no plasma, que afeta tanto patógenos – como bactérias e fungos – quanto as células do corpo.

Durante o processo de cura, as células bacterianas, incluindo as das super resistentes, são mortas em segundos após serem expostas ao plasma frio.

O processo de cura é acelerado pois o plasma aumenta a divisão celular, ajudando na formação de vasos sanguíneos e estímulo do sistema imunológico. A partir daí, é iniciado o processo de recuperação.

Ação

O curativo transfere plasma frio para a ferida de forma segura, simples e rápida.

Um curativo adesivo conectado a um dispositivo chamado Cubo de Plasma é colocado sobre a ferida.

O “tratamento” funciona acionando o cubo, que transfere, durante três a cinco minutos, o gás para a ferida, através do curativo.

Após a aplicação, o curativo deve ser retirado e a ferida coberta. O procedimento deve ser repetido de duas a três vezes por semana, até o fechamento da ferida.

Queimaduras

Uma das primeiras tentativas bem sucedidas do uso dos curativos de plasma foi feita numa jovem com queimaduras graves.

Quando curativo foi aplicado, as bactérias nas feridas foram mortas, o que salvou a vida da garota.

Com informações da Veja