Ela mantém vivo legado de gentileza deixado por idoso para bebês

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Amy e Ed - Fotos: Martin Farrell/Arquivo Pessoal||Amy Scutt - Foto: Martin Farrell
Amy e Ed - Fotos: Martin Farrell/Arquivo Pessoal||Amy Scutt - Foto: Martin Farrell

Duas vidas que se cruzaram para perpetuar o amor e a gentileza: Ed Moseley e Amy Scutt.

Ed era um senhor americano que aos 86 anos aprendeu a tricotar. Nas horas vagas se dedicava a fazer gorrinhos com amor e cores vivas para bebês prematuros da UTI neonatal do Hospital Northside, em Atlanta, nos EUA.

Ela, uma jovem mãe de duas meninas, disposta a ajudar. “Ed era um homem excepcional. É uma honra continuar seu legado”, disse Amy Scutt em entrevista ao SóNotíciaBoa.

História

Engenheiro aposentado e veterano da Guerra da Coréia, Ed vivia em um lar para idosos na Georgia, chamado Dogwood Fores, onde aprendeu o tricô. Ele chegou a fazer mais de 350 gorros e se dizia feliz por poder ajudar outras pessoas.

Inspirados pela atitude de Ed Moseley, colegas residentes o ajudavam no projeto.

No final de 2016, a jovem Amy Scutt – moradora da cidade de Johns Creek  – leu um artigo sobre os gorrinhos que Ed fazia, gostou da ideia e começou a fazer gorros também.

Meses depois ela viajou com a familia e foi a Acworth para conhecer Moseley. Nascia ali uma bela amizade, que rendeu outras visitas inclusive.

Ed e Amy se encontraram pela última vez em janeiro, quando ela foi entregar os 52 gorrinhos que havia feito.

Ed não estava bem.

Ele faleceu dias depois, deixando um legado de bebês usando seus gorrinhos.

O amigo se foi, mas Amy Scutt decidiu manter vivo o legado de gentileza que ele deixou e continuar fazendo os gorrinhos.

Ed Moseley - Foto: arquivo pessoal
Ed Moseley – Foto: arquivo pessoal
Amy Scutt - Foto: Martin Farrell
Amy Scutt – Foto: Martin Farrell

Legado vivo

Várias pessoas surgiram querendo fazer os gorros também.

“Alguns eram iniciantes na esperança de aprender para que pudessem ajudar. Agora eles estão ajudando a continuar o legado de Ed”, disse Amy Scutt, em entrevista ao SóNotíciaBoa.

Até a mãe dela está ajudando a engrossar essa onda de gentileza.

“Os bonés são feitos por voluntários, incluindo minha própria mãe. Eles são periodicamente entregues à Dogwood Forest (antiga casa de Ed) e depois vão diretamente para o hospital”, disse.

E ela faz esse trabalho com o maior carinho.

Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa