Vogue inaugura capas inclusivas: modelos têm Down e deficiência

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Foto: Vogue|Foto: Divulgação||
Foto: Vogue|Foto: Divulgação||

Nada de celebridades, nem estrelas da música. Agora os modelos das capas da “Teen Vogue” são mulheres com algum tipo de deficiência e também com Síndrome de Down.

A edição, numa plataforma 100% digital, está levando a diversidade a novos patamares. As três “capas” do mês são Chelsea Werner, ginasta e modelo com síndrome de Down, Jillian Mercado, que tem distrofia muscular espástica, e Mama Cax, blogger, modelo, amputada e defensora de pessoas deficientes.

Em uma matéria que questiona “como é ser uma modelo portadora de deficiência na indústria da moda”, elas surgem em imagens da fotógrafa Camila Falquez, com moda de Lana Jay Lackey, e num texto em que são apresentadas pela jornalista, ativista e portadora de paralisia cerebral Keah Brown, 26.

Inclusão

“Pessoas com deficiência e modelos com deficiência ainda são deixados de fora da maioria das campanhas e desfiles. Essa falta de representatividade tem implicações”, escreve a jornalista.

“Quando você fica tanto tempo sem se enxergar é fácil interpretar essa falta de representação como significando que você é feia e indigna, que você merece ser invisível ou até pior, é grotesca. Essa exclusão pode ter impacto na sua saúde mental”, continua ela.

No Brasil, embora ainda longe de ser tratado de maneira tão profunda e impactante pelas publicações de moda, o assunto vem ganhando alguma repercussão nas passarelas de marcas, como Renner, Água de Côco, À La Garçonne, Fernanda Yamamoto e Ronaldo Fraga.

Foto: Divulgação
Chelse Werner Foto: Divulgação

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Jillian Mercado, com tem distrofia muscular espástica, e Mama Cax, amputada.

Com informações da Exame