Brasileiro de 16 anos ex-aluno de escola pública vai para Harvard

Um estudante brasileiro de 16 anos conseguiu o que parecia impossível. Ele vai fazer um curso de verão sobre astronomia na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
Guilherme Rocha é um dos estudantes incentivados pelo Instituto Social para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos (Ismart), que apoia desde 1999 jovens de baixa renda e tem parceria com diversas universidades norte-americanas e brasileiras.
A instituição cedeu bolsas de estudos ao adolescente e a outros três alunos, também brasileiros, para que passassem duas semanas de julho deste ano em Harvard onde vão aprender sobre os buracos negros e o modelo do Sistema Solar.
Guilherme estuda no 2º ano do Ensino Médio do Colégio Poliedro, em São Paulo.
“Os professores de lá me tratavam como se eu fosse um aluno da graduação”, diz Guilherme em entrevista à Gallileu.
Para fazer o curso de verão em Harvard, o jovem também precisou disputar sua vaga junto com outros estudantes de todo o mundo.
“Fiz uma prova, teste de proficiência em inglês para conseguir o certificado TOEFL, além de duas redações e uma entrevista final”, conta ele.
Ao todo, foram seis meses de preparação para as avaliações. O estudante teve o apoio do Ismart para ajudá-lo a melhorar seu inglês e se preparar para as provas em Harvard.
Foi também por meio da organização, que conta com o apoio financeiro de empresas e filantropos, que Guilherme ganhou uma bolsa integral para deixar sua antiga escola pública na Vila Itaim, na zona leste de São Paulo, para cursar o ensino médio no colégio particular no qual está hoje.
“Minha escola antiga também era boa, mas a diferença hoje é que eu estudo mais e tenho mais responsabilidade, além de ter que conviver com pessoas muito diferentes de mim”, afirma.
Outro sonho
Guilherme tem mais um sonho: estudar física na Universidade de Yale, também nos EUA, para dar aula em escolas públicas no Brasil.
Nos últimos anos ele vem preparando o seu currículo para ser aceito na faculdade, cujo processo seletivo é um diferente das instituições brasileiras: são realizados testes padronizados e de proficiência em inglês, análise de currículo acadêmico, envio de cartas de recomendação e várias redações.
Com informações da Gallileu

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