Voluntários se unem e recolhem 20 T de lixo em rio de Goiás

O ditado “quem quer faz, quem não quer manda”, vale para este grupo de voluntários que durante um fim de semana retirou 20 toneladas de lixo do Rio Araguaia, em Goiás.
O grupo é composto por associações de pescadores e famílias de ribeirinhos que retiraram da água desde garrafas até pneus e eletrodomésticos.
A limpeza aconteceu no fim de semana passado em cinquenta quilômetros do Rio Araguaia, onde ficam instalados cerca de 200 acampamentos.
E não foi a primeira vez. Há 12 anos os voluntários se unem nessa força-tarefa, sempre após a alta temporada de turistas, que chegam a 500 mil por ano.
Aos 72 anos de idade, o presidente da Associação de Moradores de São José dos Bandeirantes, Vicente Pereira de Brito, disse que fica triste cada vez que o trabalho é concluído.
“Eu não me sinto satisfeito. Eu me sinto prejudicado, porque esse rio ele não é estadual, ele não é federal. Ele é da natureza. E, para nós, preservá-lo é preservar a natureza. É a casa nossa. É a casa minha, sua e de quem mais vim, entendido? Então, eu acho que deve manter e lutar para preservar. Lutar para mantê-lo conservado cada vez mais”, disse o morador ao G1.
A comunidade
A comunidade de São José dos Bandeirantes, em Nova Crixás, tem cerca de 2,5 mil habitantes.
A principal atividade no local é o turismo de pesca esportiva. Quando acaba a temporada de praias, com a chegada do período de chuvas, aparecem milhares de objetos no rio.
A ribeirinha Aparecida Maria da Silva e o funcionário público Arlan Dias Roza já encontraram de tudo no Araguaia.
“Uma cadeira, um tambor. Nossa, mas que tanto de lixo. Aqui deve ter uns 300 quilos ou mais, tem geladeira, tem fogão velho, tem muita coisa pesada aí”, disse Roza.
Quando passa a temporada, ficam para trás a estrutura e o lixo, sobretudo plástico, produzido no local.
A força-tarefa de ribeirinhos para limpar a região é uma corrida contra o tempo, já que quando o período chuvoso chega, carrega todo o material para o curso d’água.
Peixes
Parte do lixo fica preso em arbustos e barrancos, o restante vai parar em lagos que servem como berçário para os peixes.
Na época da piracema, quando os animais fazem a desova, o habitat fica extremamente poluído, comprometendo a reprodução e, até mesmo, a vida das famílias que dependem da pesca.
“Várias vezes eu já me deparei com situações em que eu chorei. Chorei porque eu sabia que eu não tinha condição de tirar aquilo dali de alguma forma. Sozinha eu não daria conta”, desabafou Luzia Pinto de Freitas, presidente da Colônia de Pescadores.
Com informações do G1

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