Brasileiros encontram fósseis de nova espécie de dinossauro

Três fósseis preservados de uma nova espécie de dinossauro vegetariano foram encontrados em Agudo, no Rio Grande do Sul.
As ossadas foram analisadas por Rodrigo Temp Müller e Sérgio Dias da Silva, ambos da Universidade Federal de Santa Maria, e por Max Cardoso Langer, da Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto.
Ele foi chamado de Macrocollum itaquii. Em grego, “makrôs” significa grande, e “collum” é a palavra “pescoço” em latim. O bicho é parente distante dos Saurópodes – dinossauros de pescoço longo que tinham quatro patas.
Estima-se que ele tenha vivido há 225 milhões de anos, antes do surgimento de dinossauros gigantes.
Segundo os paleontólogos, o novo dinossauro é o mais antigo Sauropodomorpha já conhecido. Ele tinha duas patas e sua anatomia dentária aponta que era herbívoro, alimentando-se de samambaias e gimnospermas.
O animal teria pescoço longo e atingia até 3,5 metros de comprimento.
As vértebras cervicais indicam que o pescoço da espécie foi alongando com o tempo, em um processo chamado “girafização”, facilitando o alcance de folhas cada vez mais altas.
Isso teria acontecido entre 233 e 225 milhões de anos atrás, conforme indica a datação de rochas gaúchas onde estavam os esqueletos.
“Os dinossauros Sauropodomorpha aumentaram seu tamanho em uma proporção de 230% e seu pescoço longo típico também cresceu, tornando-se duas vezes maior”, detalhou a pesquisa.
Animal sociável
O dinossauro tinha um crânio pequeno, medindo metade do tamanho de seu fêmur. Para os paleontólogos, isso é resultado do “crescimento alométrico”, quando as partes do corpo mudam de tamanho e seguem proporções distintos.
O estudo também indica que o bicho era sociável, optando por viver em grupos. Uma das justificativas é que os três fósseis foram encontrados juntos.
O animal foi chamado de Macrocollum itaquii – em grego, “makrôs” significa grande, e “collum” quer dizer “pescoço” em latim.
O bicho é parente distante dos Saurópodes – dinossauros de pescoço longo que tinham quatro patas.
Os pesquisadores encontraram os esqueletos do Macrocollum quase completos. Com isso, esperam estudar como os Saurópodes cresceram tanto.
“A nova espécie permite a definição de um conjunto de alterações anatômicas que moldaram a evolução do Sauropodomorpha”, descreveu a pesquisa, publicada na revista Biology Letters.
Com informações da Galileu
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