Ketchup brasileiro ganha prêmio em Paris: acerola e abóbora

Um ketchup natural brasileiro foi premiado em Paris. Ele é feito com frutas e legumes naturais, é livre de aditivos químicos e corantes e tem menos açúcar e sódio que o ketchup comum.
O Natchup ganhou o selo Innovation Sial 2018, concedido em outubro durante o Salão Internacional de Alimentação (Sial), realizado na França.
Ele foi desenvolvido pela Universidade Federal do Ceará -UFC. No lugar do tomate, são usadas acerola, beterraba e abóbora, que são abundantes no Nordeste.
“Quando provei o molho, pensei: ‘esse produto vai estourar no mundo’. Ele é à base de acerola, que pode ser cultivada toda de forma orgânica, com menos da metade do açúcar e sódio presentes no ketchup”, disse Ana Patrícia Diógenes, sócia-diretora da Frutã, que comercializa o ketchup brasileiro.
A ideia
A professora Lucicléia Barros, chefe do Departamento de Engenharia de Alimentos da UFC, conta que a ideia nasceu em 2016.
Os estudantes de graduação Bárbara Denise, Carolinne Filizola e Thiago Tajra queriam desenvolver um produto saudável e funcional, rico em vitamina C e livre de defensivos agrícolas, como atividade da disciplina Aspectos Básicos do Processamento de Frutos Tropicais.
“Pensamos em fazer um molho parecido com o ketchup, que é muito popular principalmente entre os jovens, mas que fosse feito a partir de um fruto e tivesse as mesmas características sensoriais”, conta.
“De imediato, a acerola foi a primeira cotada por ser antioxidante e rica em vitamina C. A abóbora entrou no sentido de dar a consistência do produto e por ser rica em fibras. Ficou faltando a cor e chegamos à beterraba pelo potencial corante e por também ser rica em antioxidantes”, revela.
A ideia virou projeto de pesquisa a partir de uma bolsa do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e passou por 21 formulações para resultar no produto atual.
Os três estudantes se formaram, mas a pesquisa continuou com outros professores e estudantes da UFC.
Vendas
O Natchup será comercializado pela empresa cearense Frutã durante cinco anos, conforme parceria estabelecida com a universidade.
Ele “é um produto para consumir sem culpa e, além de tudo, é muito gostoso”, aposta Ana Patrícia Diógenes, sócia-diretora da Frutã.
O Natchup fará parte do portfólio da empresa, que comercializa seus produtos no Brasil, Alemanha, Bélgica, Portugal, Espanha, França e EUA.
Segundo Ana Patrícia, durante o salão de alimentação em Paris, dez países já encomendaram o Natchup. O molho já está à venda online e deverá ser disponibilizado nos supermercados a partir do início de 2019.
Parte dos recursos arrecadados com a venda do Natchup será revertida para a UFC e para entidades sociais.
Com informações da AgênciaBrasil
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