Detento vai pra universidade e incentiva outros a estudar

O detento Luís Gustavo Galvão, que cumpre prisão por tráfico internacional, conseguiu chegar a universidade e pretende ser advogado, graças a um programa de reenducandos dos Centros de Progressão Penitenciária, CPPs, de Bauru, no interior paulista.
Hoje, ele incentiva outro colegas de prisão a voltar a estudar e pede uma segunda chance.
Luís Gustavo está no 3º ano de direito e é um dos 12 reeducandos do sistema semiaberto de Bauru que frequentam o ensino superior fora do presídio.
Um movimento de interesse crescente pelos estudos vem atraindo nos últimos anos cada vez mais detentos dos CPPs, que são unidades que abrigam os presos do regime semiaberto.
Luís Gustavo já cumpriu seis anos no sistema fechado e outros dois no semiaberto.
Ele foi o primeiro detento da CPP-1 a chegar à universidade e atualmente cursa o 5º semestre de direito.
Ele lembra que passou a se interessar pela educação depois de trabalhar na biblioteca do presídio, onde readquiriu o gosto pela leitura e, segundo ele, descobriu o poder transformador da educação.
“Na prisão tive tempo de pensar sobre meus erros e decisões e, quando cheguei ao semiaberto e tive a oportunidade, agarrei. Voltei a estudar, fiz o Enem, e cheguei à universidade, um sonho meu e da minha mãe. Quero me formar, ser um bom advogado e, quem sabe, ter uma segunda chance lá fora”, disse Luís Gustavo.
Trabalho
Na universidade onde estuda, o reeducando que inspirou seus colegas e seguir seu caminho em busca do ensino superior também ganhou uma oportunidade de trabalho.
Ele é funcionário da lanchonete do campus local e por isso sai cedo do CPP-1 e só volta para dormir.
Atualmente, 12 detentos deixam os muros do presídio todos os dias para frequentar aulas presenciais em universidades de Bauru.
Além disso, segundo João André Collela, diretor de Trabalho e Educação CPP-1, em dois anos o interesse pelos cursos fundamental, médio e superior aumentou em cerca de 50% na cidade.
Além dos alunos do ensino superior, mais de 400 detentos, em um universo de 5.572 presos nas três unidades, estão nas salas de aula: 185 estão cursando o ensino fundamental e outros 222 frequentam o ensino médio.
Do total dos atuais 12 universitários, nove conseguiram acesso ao ensino superior por conta da nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e também porque puderam concluir os ensinos fundamental e médio dentro das unidades prisionais, onde inclusive é aplicado o Enem.
“A gente percebe a mudança de ambiente num centro prisional que tem a educação como base. E quando a gente vê 12 detentos fazendo faculdade, ficamos com o sentimento do dever cumprido”, diz Collela, destacando que a reincidência no crime é muito menor entre os reeducandos que estudaram.
Com informações do G1
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