Hidrogel brasileiro que evita amputação em diabéticos chega este ano

Notícia boa para diabéticos. Deve chegar este ano ao mercado um hidrogel brasileiro, feito no Amazonas, que evita a amputação de extremidades, comuns em pacientes com a doença.
O produto é feito à base de gengibre amargo – Zingiber zerumbet – uma planta que seria asiática. O hidrogel vem sendo desenvolvido há 20 anos por Carlos Cleomir de Souza Pinheiro, de 64 anos, pesquisador do INPA, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC).
Biólogo com doutorado em Biotecnologia e Recursos Naturais, ele disse em entrevista ao SóNotíciaBoa que o hidrogel teve êxito de 95% de cura nas lesões de 27 pacientes diabéticos com úlceras nos pés que tinham indicação de amputação.
Cleomir contou o hidrogel funciona porque “o extrato do gengibre amargo tem um potencial cicatrizante, anti-inflamatório, analgésico e vasodilatador”.
Curado
Os primeiros testes do hidrogel de gengibre amargo foram feitos em 2014, durante 90 dias, em pacientes diabéticos com indicação de amputação da Unidade Básica de Saúde José Amazonas Palhano, em Manaus.
Um dos curados foi o diretor de uma empresa de táxi aéreo, Mauro Paulino, de 37 anos. (vídeo abaixo)
Diabético, ele teve uma úlcera de pé – após um corte com cado de vidro – e diagnóstico conclusivo de amputação de um dos dedos.
“Para mim, o gel foi uma luz no fim do túnel. Fiz seis meses de tratamento convencional e um dos vários médicos que consultei disse que eu teria de amputar porque a infecção afetou o osso. Mas isso não foi necessário, porque com menos de dois meses em tratamento com o gel na UBS fiquei curado”, comemorou.
A pesquisa fez parte da dissertação do enfermeiro Maurício Ladeia para título de mestre em Biologia Urbana na Universidade Nilton Lins – sob a orientação do pesquisador do Inpa, Carlos Cleomir Pinheiro.
“Estou muito feliz com o resultado por ser um trabalho inovador e que trará benefícios para uma parcela da sociedade que sofre com lesões nos pés e são diabéticos”, disse o enfermeiro Mauricio Ladeia.
A pesquisa teve o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).
Vendas
Carlos Cleomir fundou a Biozer da Amazônia, empresa que já foi incubada no Inpa, para produzir o gengibre amargo e levar o hidrogel ao mercado.
“Esse trabalho é interdisciplinar. Trabalhamos em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado Amazonas (FCecom)”, lembra o biólogo.
Carlos Cleomir disse que o produto já teve patente requerida e só aguarda a liberação da Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, para que comece a ser comercializado.
“A ideia é que até novembro estaremos regularizados. Acredito que logo após a liberação estaremos comercializando, em 30 dias”, disse ao SóNotíciaBoa.
No vídeo abaixo Cleomir mostra como hidrogel funciona e algumas pessoas que já foram curadas.
Assista:
Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa – com informações do INPA
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