Supermercados trocam sacola plástica por reutilizáveis no Rio: lei

Começa a valer nesta quarta-feira, 26, a lei que obriga supermercados do Rio de Janeiro a substituir sacolas descartáveis por reutilizáveis, como São Paulo já faz desde 2015.
A ideia é reduzir o impacto que essas sacolinhas provocam no meio ambiente: poluem o mar e aumentam as emissões de carbono, entre outros.
‘De acordo com dados dos próprios supermercados, cerca de 4 bilhões de sacolas plásticas são distribuídas por ano no estado do Rio. O meio ambiente não suporta esse volume e isso resulta em inundações, alagamentos, danos a fauna marinha e outras situações”, afirma Carlos Minc, autor da lei que entrou em vigor.
Até dezembro, os supermercados terão que distribuir gratuitamente aos clientes duas sacolinhas recicláveis a cada compra.
Quem quiser mais, terá de pagar R$ 0,08 a cada unidade.
A partir de janeiro do ano que vem, todas as sacolas serão cobradas.
As novas acolas
De acordo com a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), serão oferecidas sacolas com capacidade para 4, 7 e 10 quilos nas cores verde e cinza.
A ideia é que os consumidores usem as verdes para o descarte de lixo reciclável, que poderá ser feito nos próprios supermercados, e as cinzas para restos de comida e outros materiais não-recicláveis.
Números levantados pela Asserj e confirmados por outras entidades apontam que o estado do Rio consome cerca de 4 bilhões de sacolas por ano.
A expectativa é que essa quantidade caia consideravelmente.
Durante as discussões sobre o projeto, os supermercados firmaram o compromisso de reduzir em 40% o número de sacolas consumidas no estado já no primeiro ano de transição do modelo descartável para o reutilizável.
Multa
O Instituto Estadual do Ambiente ficará responsável por punir os estabelecimentos que descumprirem as regras estabelecidas pelo projeto. Os valores das multas vão variar de R$ 342 a R$ 34 mil, de acordo com reincidência e outros fatores.
O Procon estadual irá monitorar se as lojas cobrarão pelas sacolas apenas o preço de custo, como determina o texto.
São Paulo
A inspiração da nova regra fluminense é uma lei aprovada na cidade de São Paulo há quatro anos.
Lá, as sacolinhas plásticas estão proibidas desde abril de 2015 e cada consumidor desembolsa entre R$ 0,08 e R$ 0,13 por versões reutilizáveis feitas de bioplástico e com capacidade para suportar 10 quilos.
Um ano após a entrada em vigor da regra, a Associação Paulista de Supermercados verificou uma queda de 70% no número de sacolas utilizadas pelos consumidores.
Com informações do Extra
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