Teatro Nacional de Brasília será restaurado, após 5 anos fechado

O palco dos grandes espetáculos de Brasília vai voltar. O Teatro Nacional Claudio Santoro, fechado desde 2014, será finalmente restaurado.
A informação foi confirmada nesta quinta, 7, pelo Governo do Distrito Federal.
A atual administração conseguiu R$ 33,4 milhões, junto ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), para iniciar as obras na Sala Martins Pena, que tem capacidade para 407 pessoas.
O governador Ibaneis Rocha (MDB) informou que a restauração deve começar no início de 2020.
Além da restauração completa da Sala Martins Pena, as obras devem melhorar a acessibilidade, segurança, acústica, iluminação cênica, fora mudanças nas poltronas, no palco e também no piso.
História
O Teatro Nacional Claudio Santoro (TNCS) foi projetado em 1958 por Oscar Niemeyer, com colaboração do pintor e cenógrafo Aldo Calvo, para ser o principal equipamento cultural da nova capital do Brasil.
Chamado inicialmente de “Teatro Nacional de Brasília”, a partir de 1989 passou a se chamar oficialmente “Teatro Nacional Claudio Santoro”, em homenagem ao maestro e compositor que fundou a orquestra do Teatro em 1979 e dirigiu-a até sua morte em 1989.
Localizado no Setor Cultural Norte, próximo à Rodoviária, o teatro é um marco do Eixo Monumental e o principal equipamento cultural de Brasília.
Pirâmide sem ápice
O Teatro Nacional Claudio Santoro tem 46 m de altura, 136 m de lateral, 95 m na fachada oeste e 45 m na fachada leste.
O prédio tem a forma geométrica de uma pirâmide sem ápice e ocupa uma área de cerca de 43 mil m², incluindo o Anexo.
A área externa é revestida por um painel formado de blocos de concreto nas fachadas laterais, criado por Athos Bulcão em 1966.
O painel é o maior exemplar de uma obra de arte integrada a uma edificação no Brasil, medindo 125 metros na base maior por 27 metros de altura.
Relevo na parede
Segundo Athos, essa era a sua obra favorita.
Oscar Niemeyer disse que o Teatro Nacional precisaria ter um aspecto sólido, pesado, e ao mesmo tempo leve.
Athos criou, então, séries de paralelepípedos com cinco formas variadas que, dispostos nas paredes laterais inclinadas, proporcionam a sensação de leveza com a luz do sol e de peso com a sombra, de regra e liberdade, adquirindo movimento cíclico ao longo do dia.
Por isso, o relevo é chamado de “O Sol faz a festa”.
Com informações do GDF / Secretaria de Cultura / Metrópoles
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