Brasileira cria prato biodegradável feito com resíduos de banana

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Paula Facó e o prato biodegradável - Fotos: Foto: Luiz Alves
Paula Facó e o prato biodegradável - Fotos: Foto: Luiz Alves

A brasileira Paula Facó desenvolveu um prato biodegradável que usa como matéria-prima resíduos da produção de banana.

Paula é do Ceará e o prato dela, chamado M.U.S.A., foi uma das sete pesquisas selecionadas por meio de Edital do Laboratório de Criação da Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco, para buscar alternativas ao uso de produtos descartáveis, de plástico.

O nome do projeto teve origem no gênero das bananeiras Musa – o da banana-prata é musa acuminata.

Paula usou produtos das plantações orgânicas de bananeira no quilombo da Serra da Rajada, em Caucaia, para desenvolver o prato biodegradável .

Ele foi criado com mentoria de Adriano Mattos, analista do Laboratório de Biomassa da Embrapa.

A ideia

A ideia surgiu quando Paula vendia sopas aos fins de semana e passou a buscar alternativas para não utilizar plástico de uso único.

Depois que o projeto foi selecionado no Laboratório de Criação, Paula trabalhou durante sete meses em busca de um processo de produção simplificado e sustentável.

“O pseudocaule da bananeira já está disponível na natureza e não era utilizado de nenhuma forma pelos produtores”, afirma Paula.

Pioneira

Selene Penaforte, superintendente da Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco, disse que a iniciativa é pioneira e dá visibilidade ao grande potencial da cultura alimentar do Ceará.

No decorrer de 2019, sete pesquisadores, selecionados por meio de Edital do Laboratório de Criação em Cultura Alimentar e Gastronomia, trabalharam em projetos relacionados com diferentes temas da cadeia produtiva do alimento, desde a colheita até o direcionamento de resíduos.

Entre eles estão os projeto de:

  • Isaac Moreira, que trabalhou em um “Tempero Cearense” obtido do feijão de corda com mamão;
  • Iury de Melo criou produtos a partir do aproveitamento integral de insumos da pesca artesanal;
  • Mateus Ferreira destacou a produção de óleo de batiputá na comunidade indígena Tremembé da Barra do Mundaú, em Itapipoca;
  • Fernanda Soares criou um queijo vegetal fermentado de resíduos de castanha de caju;
  • E Vicente Monteiro desenvolveu fermentos a partir do bioma Caatinga e Marina Antonácio desenvolveu um manual para criação de cozinhas no padrão Lixo Zero.

A Escola 

A Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco (EGSIDB) é uma instituição da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, gerida pelo Instituto Dragão do Mar.

O nome faz referência ao fundador do grupo M. Dias Branco, que financiou a sede doada para o Estado em uma parceria público-privada.

O centro de formação oferece cursos básicos e profissionalizantes em cozinha, panificação e confeitaria, além de mentorias para desenvolvimento de produtos e pesquisas, por meio do Laboratório de Criação em Cultura Alimentar Gastronomia.

O público-alvo da escola são, preferencialmente, jovens em situação de vulnerabilidade social e adultos com ou sem experiência em gastronomia.

Todas as atividades são gratuitas, de acordo com inscrições e processo seletivo.

Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNoticiaBoa – Com informações da EscolaDeGastronomiaSocial

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