Brasil permite remédio da malária para casos graves de coronavírus: uso restrito

Esperança para tratar pacientes em estado grave. O Ministério da Saúde vai liberar a partir de sexta-feira, 27, o uso restrito do medicamento cloroquina – usado contra a malária – apenas para médicos prescreverem a doentes em quadro muito avançado do coronavírus.
O anúncio foi feito nesta quarta, 25, mas o remédio não poderá vendido nas farmácias, nem ser usado fora dos hospitais, por ter fortes efeitos colaterais e levar inclusive à cegueira.
Nos EUA um homem do Estado do Arizona morreu e a mulher dele está em estado grave depois que os dois tomaram fosfato de cloroquina, na tentativa de evitar a covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.
Aqui no Brasil, os médicos terão que avaliar se prescrevem, ou não, a cloroquina e apenas para pacientes com quadro grave do novo coronavírus, que matou 57 pessoas no Brasil até esta quarta, 25.
Segundo o Ministério da Saúde, a cloroquina demonstrou ter ação contra o vírus em laboratório, com indicação de melhora em pacientes graves.
O protocolo prevê cinco dias de tratamento, sempre dentro do hospital e monitorado por um médico.
“O que o Ministério da Saúde está fazendo é deixar no arsenal, deixar à mão do profissional médico. Se ele entender que o paciente grave pode se beneficiar, o que vamos fazer é deixar esse remédio ao alcance dele, afirmou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.
Ministério vai distribuir 3,4 milhões de unidades do medicamento.
Uso restrito
O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Denizar Viana alertou que “Esse medicamento não é indicado para prevenção. Não é indicado para os sintomas leves”.
O Ministério da Saúde ressaltou que ainda é preciso ter evidências clínicas mais robustas sobre o medicamento.
“A única evidência mostra aparente redução da carga de vírus em secreções respiratórias”, informou a pasta.
O remédio é contraindicado para portadores de psoríase, porfiria, epilepsia, miastenia gravis, para pacientes com problemas graves no fígado (insuficiência hepática avançada), entre outros.
Atualização do coronavírus
O número de pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus no Brasil subiu de 2.201, na última terça-feira, para 2.433.
O total de mortes aumentou de 46 para 57.
Nessas 24 horas, o crescimento no número de casos confirmados foi de 10,5% e o no de mortos, 23,9%.
O balanço desta quarta-feira mostra que das 11 mortes novas registradas, três foram fora da região Sudeste: uma no Amazonas, uma em Pernambuco e uma no Rio Grande do Sul.

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