Albert Einstein e Sírio Libanês farão testes com sangue de curados: covid

24 horas depois de a Anvisa liberar tratamento experimental com sangue de pessoas que se recuperaram de covid-19, dois hospitais brasileiros de peso – o Israelita Albert Einstein e Sírio-Libanês – saíram na frente e anunciaram que vão começar a fazer testes clínicos.
Os testes serão feitos com o plasma de pacientes recuperados, para serem usados em pessoas que estão com coronavírus em estado grave.
A assessoria dos hospitais confirmou a informação e disse que vai divulgar mais detalhes sobre os testes experimentais nesta segunda-feira, 6.
Entenda
Uma semana depois dos EUA, a Anvisa liberou no Brasil, neste sábado, 4, o tratamento experimental com sangue de pessoas que se recuperaram do coronavírus.
O tratamento com plasma convalescente deverá ser usado em situações especiais, considerando a emergência de saúde pública, a gravidade da doença e a condição de risco iminente à vida do paciente.
O médico é quem deverá tomar decisão de usar o procedimento. Ele também terá que esclarecer ao paciente que o tratamento é experimental, falar sobre os riscos envolvidos e pedir o consentimento dele, ou dos familiares, para aplicar o tratamento.
A nota técnica emitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária diz que o método deverá ter a sua eficácia aprovada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) e Ministério da Saúde, mas já pode ser utilizado em caráter experimental, para pacientes em estado grave – desde que siga as normas previstas para a realização de pesquisa em seres humanos no Brasil.
Como
De acordo com a Anvisa, o soro convalescente humano tem potencial para ser uma opção no tratamento da covid-19.
É que as pessoas que têm a doença e se recuperam, criam anticorpos para combater o coronavírus.
E essas imunoglobulinas, proteínas presentes no plasma convalescente, podem ajudar a combater a infecção em outras pessoas.
No caso da covid-19, o acesso a esse tratamento pode ser rápido, desde que exista um número suficiente de pessoas que se recuperaram da doença e que possam doar o plasma com imunoglobulinas para reagir contra o vírus.
Deu certo antes
Apesar de ser experimentar, o procedimento já foi colocado em prática com sucesso para o tratamento da SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e nas epidemias de ebola e H1N1.
Este ano ele foi adotado pelo Hospital Policlínico de Pavia, na Lombardia, no norte da Itália. A primeira doação recebida foi de um casal de médicos, informou a imprensa italiana.
Com informações do R7
Espalhe notícia boa nas suas redes sociais. Siga o SNB no:

Vacina contra câncer de pâncreas ativa defesa do organismo em 99% dos pacientes em estudo
Brasileiro de 26 anos cria equação matemática inédita para tratamento do câncer de próstata
Líquido que interrompe a cárie sem perfuração no dente passa na fase 3 de estudos nos EUA
Cientistas criam pílula anticoncepcional masculina para tomar 30 minutos antes do sexo
Subir 60 a 70 degraus por dia pode ajudar a proteger o coração, aponta estudo
Anvisa aprova novo medicamento contra câncer de pulmão avançado: age diretamente nas células doentes
Filha de faxineira vira médica no mesmo hospital onde a mãe trabalha há 23 anos
Após boicote de Níkolas Ferreira, chef Júlio Ritta serve picanha a 500 pessoas com fome; vídeo
Matheus dos Bombons não vai mais precisar trabalhar e poderá ir na posse de Lula; Janones no caso
Força Nacional vai proteger aldeias Guarani Kaiowá que sofreram ameaças e violência política
Cenoura está de volta! Personagem de Matheus Nachtergaele retorna em Cidade de Deus após 24 anos
Desemprego cai para 5,2% no Brasil, menor nível da história, e número de trabalhadores bate recorde