Hormônio do humor e do amor previne osteoporose, diz estudo

Foto: Pixabay
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O hormônio do amor e do humor, que faz a gente ficar mais animado e feliz, também pode ser usado no controle e prevenção da osteoporose.

Foi o que descobriu um estudo da Unesp, Universidade Estadual Paulista de Araçatuba, no interior de São Paulo. Os cientistas descobriram que a ocitocina, hormônio produzido pelo hipotálamo, conseguiu reverter fatores que reduzem a densidade e resistência ósseas.

“Nosso estudo tem como enfoque a prevenção da osteoporose primária; por isso investigamos mecanismos fisiológicos que ocorrem no período pré-menopausa. Nessa etapa da vida da mulher, medidas de prevenção podem evitar que os ossos se tornem frágeis e que ocorram fraturas, o que poderia reduzir a qualidade e a expectativa de vida,” explica a professora Rita Menegati Dornelles, da Unesp de Araçatuba.

Renovação do osso

Os pesquisadores aplicaram em cobaias duas doses do hormônio ocitocina – com 12 horas de diferença entre uma injeção e outra.

Na comparação com o grupo controle, os animais que receberam as doses de ocitocina apresentaram não apresentaram sinais de perda de densidade óssea.

“A ocitocina ajuda a modular o ciclo de remodelação óssea das ratas senescentes. Os animais que receberam o hormônio tiveram aumento dos marcadores bioquímicos associados à renovação do osso, como a expressão de proteínas que favorecem a formação e a mineralização óssea,” disse Rita.

Menopausa

“Estuda-se muito a pós-menopausa, quando a mulher deixa de menstruar. No entanto, as oscilações hormonais que ocorrem antes, na perimenopausa, já são bastante fortes e estão relacionadas com a diminuição gradual da densidade óssea. É preciso haver estudos visando a prevenção da osteoporose nessa fase, pois o período após a menopausa representa cerca de um terço da vida e deve ser vivido com qualidade,” reforçou Rita.

Ocitocina

Estudos mais recentes mostraram que um número grande de células (além das hipotalâmicas) também secretam o hormônio.

“A ocitocina é secretada por células ósseas e nossos estudos estão evidenciando sua associação com o metabolismo ósseo de fêmeas durante o processo de envelhecimento. Geralmente, mulheres no período pós-menopausa, com maior índice de osteoporose, apresentam concentrações mais baixas de ocitocina no plasma sanguíneo,” disse Rita.

As fraturas de quadril, por exemplo, têm ocorrência três vezes maior no organismo feminino.

Até 24% das pacientes morrem no primeiro ano após a fratura de quadril e o risco aumentado de morte pode persistir por pelo menos cinco anos.

Agora os cientista querem fazer novos estudos clínicos para saber o efeito da ocitocina na prevenção de osteoporose em humanos.

“O hormônio é produzido naturalmente no nosso organismo e já foi sintetizado em laboratório. Mesmo assim será necessário um longo estudo para avaliar a eficácia, a segurança e também para saber a dosagem mais indicada do hormônio,” finalizou Rita.

Com informações do Diário da Saúde