Jovem advogado comovido consegue direitos a músico idoso que toca na rua: de graça

Empatia e cidadania. De um lado a falta de conhecimento de uma pessoa simples. Do outro, um jovem advogado que estudou os direitos do cidadão, disposto a ajudar.
Artur Bolan, de 25 anos, ficou sensibilizado ao conhecer um idoso que sobrevive como artista de rua, mora sozinho e passa necessidade.
De forma voluntária, o advogado deu entrada na papelada e conseguiu pra ele aposentadoria, auxílio emergencial e saque do FGTS – Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. O músico conhecido como Zé Gaiteiro não sabia que tinha direito a tudo isso.
“Demos entrada em 15/06 e após 2 meses e alguns dias o INSS deferiu o benefício. Também fiz o auxílio emergencial para ele e resgate de FGTS”, contou Artur Bolan em entrevista ao SóNotíciaBoa.
Empatia
Artur explica que ficou comovido quando conheceu o seu José Carlos Romeiro, de 67 anos, tocando sanfona, nas ruas de Criciúma, Santa Catarina.
Depois da apresentação, o advogado colocou dinheiro na caixinha do músico e eles começaram a conversar.
Sem saber que falava com um advogado, seu José contou o drama que tem vivido nesses tempos de pandemia.
Revelou que apresentações na rua mal dão para pagar aluguel do quarto da pousada onde mora, os remédios e alimentação.
A história
Artur conheceu seu José em maio, quando saía do dentista e viu o homem tocando.
Seu José contou a ele que chegou em Criciúma há mais de 15 anos, onde mora sozinho em um quarto de uma pousada no centro da cidade.
Ele trabalha desde criança para ajudar os pais. Aprendeu a tocar acordeon quando tinha oito anos, mas não conseguiu terminar o Ensino Médio.
Na fase adulta morou em Santo André, no ABC Paulista, trabalhou em diversas empresas com carteira assinada e depois que começou a se apresentar como músico, nunca mais teve um emprego formal.
No ano 2000 ele foi para o sul do país, de onde não saiu mais.
A virada
Agora seu Zé Gaiteiro conta os dias para receber o primeiro pagamento da aposentadoria.
“O pagamento dele sairá agora dia 08”, disse o advogado, que ficou satisfeito por ter conseguido ajudar o idoso.
“Foi um dos casos mais felizes que eu pude atuar. O seu Zé estava precisando e, poder ajudar para mim é motivo de muita alegria”, contou o jovem advogado, formado há três anos na Unisul, Universidade do Sul de Santa Catarina.
Seu José se emocionou com a solidariedade que recebeu de um jovem que sequer conhecia.
“O Artur, foi Deus quem colocou na minha vida. Eu já não sabia mais o que fazer quando apareceu esse anjo e me ajudou. Serei sempre grato”, disse seu José.
Cidadania
O Artur lembra que as pessoas que precisam de benefícios têm que procurar os seu direitos.
“Pessoas com condições financeiras podem procurar advogados particulares, já pessoas que não possuem esta mesma condição devem procurar a assistência social de seu município”, concluiu.
Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa

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