Cientista da NASA que descobriu água na lua é bolsista, havaiana e tem dislexia

Foto: Universidade do Havaí
Foto: Universidade do Havaí

Depois que a Nasa anunciou na última segunda-feira, 26, a descoberta de moléculas de água na lua, os olhos se voltaram para a responsável por conduzir a descoberta.

Trata-se da cientista havaiana Casey I. Honnibal, de 27 anos, do programa de pós-doutorado do Centro de Voo Espacial da Nasa. Uma jovem que tem dislexia, um transtorno que afeta habilidades básicas de leitura e linguagem.

Casey publicou a descoberta num artigo na Nature Astronomy.

Expert em telescópios

De acordo com a agência espacial, Casey tem uma grande experiência em observação, instrumentação e operação de telescópios.

A descoberta foi feita graças à análise de dados do Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha da Nasa.

Na Nasa, ela foi uma das líderes de uma pesquisa sobre a hidratação detectada na superfície da Lua e deu início às pesquisas que chegaram na descoberta das moléculas.

Agora, como bolsista da agência, ela deve continuar a fazer observações lunares.

Carreira

A carreira científica de Casey começou na Universidade do Arizona, onde ela se formou em astronomia.

Em seguida, ela se tornou pesquisadora da Universidade do Havaí e foi membro do Observatório Estratosférico Terahertz II.

Ela atuou em testes e operações de telescópio.

E também foi responsável pela implantação do interferômetro Midas, instrumento que mede a interferência e interação de ondas eletromagnéticas.

No fim de 2019, Casey defendeu sua dissertação de doutorado: Sensoriamento Remoto por Infravermelho de Componentes Voláteis na Terra e na Lua.

Dislexia

No vídeo abaixo, ainda na Universidade do Havaí, Casey fala um pouco sobre sua vida.

A pesquisadora explica que seria considerada a última pessoa para estar na posição. Isso pelo fato de ser disléxica, o que atrapalhou seus estudos por um tempo.

Na publicação, ela também mandou um recado para as mulheres que pensam em conquistar um cargo como o dela.

“Garotas, vocês têm que descobrir suas paixões. Se sua paixão é ciência, você precisa ir atrás disso”, afirmou.

Foto: Universidade do Havaí
Foto: Universidade do Havaí

Com informações da Revista Planeta