Israel já vacinou 17% da população e começa a dar 2ª dose contra Covid

Homem é vacinado em drive-through de Haifa, Israel - Foto: Ammar Awad/Reuters
Homem é vacinado em drive-through de Haifa, Israel - Foto: Ammar Awad/Reuters

Em apenas três semanas, Israel vacinou 17% da população contra a Covid-19 e se tornou o mais avançado do mundo em imunizar seu povo. 1,8 milhões de israelenses já foram vacinados.

Mais que isso: neste domingo, 10, o país começou a aplicar a segunda dose da vacina. Como isso é possível?

Lá a vacinação é feita de segunda a segunda, 24 horas por dia, sem parar. Além dos postos de vacinação, tem cidade oferecendo vacina pela janela do carro, em atendimento drive-thru, para facilitar.

Estratégia

O governo começou a desenhar a estratégia de vacinação de seus cerca de 9 milhões de habitantes na metade de 2020.

A primeira decisão ousada foi pagar mais para garantir as vacinas e receber o quanto antes as doses da Pfizer/Biontech.

A agência de notícias Reuters informou que o governo teria pago US$ 30 por dose, o dobro do preço normal.

O ministro da Saúde de Israel argumentou que o gasto com vacinas foi um investimento para que a população se restabeleça logo e a economia seja retomada o quanto antes.

Na hora de negociar, o governo prometeu às empresas uma vacinação rápida, que poderia servir de modelo para outros países.

A estratégia

Quando as primeiras vacinas chegaram, já estava tudo preparado.

Para serem entregues em locais mais distantes, os lotes – com 195 frascos, com quase mil doses – estão sendo reempacotados em caixas térmicas com quantidades menores, para agilizar o transporte e facilitar a vacinação em regiões que vão usar quantidades inferiores.

O Exército também tem ajudado na estratégia.

Em Israel, a vacinação é gratuita para todos, na rede pública de saúde.

E sistema público israelense ajuda bastante, por ter o cadastro de grande parte da população em uma rede digital que cobre o país inteiro. Assim, fica simples e rápido convocar quem é do grupo de risco.

Incentivo

O apoio de políticos e famosos também tem sido fundamental.

O ilusionista Uri Geller, por exemplo, que ficou mundialmente conhecido por entortar colheres, foi se vacinar e chamou a população para fazer o mesmo.

Mas o maior exemplo veio do primeiro-ministro conservador Benjamin Netanyahu. Ele foi o primeiro a tomar a vacina no país – como mostrou o SóNotíciaBoa no último dia 19 – e vem repetindo todos os dias: “Vacinem-se!”

Neste sábado, 9, Natanyahu recebeu a segunda dose da vacina e disse que a população adulta será vacinada até o final de março.

Críticas

Mesmo assim, a campanha tem recebido críticas. Grupos de direitos humanos dizem que palestinos que vivem em Israel vêm enfrentando longas filas para a vacinação em algumas regiões.

A Anistia Internacional considera que Israel deveria vacinar os palestinos também na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.

E embora a vacinação esteja adiantada, o governo continua protegendo a população contra a segunda onda do novo coronavírus.

Israel voltou com medidas protetivas na última sexta-feira, 8. O país teve até agora 490 mil casos de Covid-19 e, no total, 3.663 mortos durante a pandemia.

Drive-thru para vacinação em Israel - Foto: Central Elections Committee
Drive-thru para vacinação em Israel – Foto: Central Elections Committee

Com informações do TimesOfIsrael