Mulher vai trocar carro e descobre família biológica após 50 anos

A empresária Margarete Soares, de 56 anos, conseguiu encontrar a família biológica dela da forma mais inusitada possível: em uma loja de compra e venda de carros!
Adotada aos dois anos de idade, ela nunca teve contato com a família biológica. A empresária conta que mesmo sendo muito bem tratada pela família que a adotou, ela sempre teve o sonho de saber quem eram os pais e os irmãos.
E com o nome do irmão em mãos, Margarete resolveu procurá-lo. Ela mora em Praia Grande, no Litoral Sul de São Paulo e descobriu que o irmão vivia na capital. Com a ajuda de um amigo, Margarete conseguiu o contato e marcou o tão esperado encontro.
Adoção
Ela conta que a família a conheceu em uma distribuição de cestas básicas em uma comunidade carente da capital.
“Na entrega, meu irmão [adotivo] estava comendo um pão e uma criança pequenininha, que era eu, foi até ele e pediu o pão, na hora ele ficou encantado. Certo dia, voltaram lá, e meu pai estava doando as crianças, devido a um desentendimento com a minha mãe”, contou.
A família então resolveu adotar Margarete e entrou na Justiça, garantindo a adoção judicialmente.
Descoberta da família biológica
Foi agora em 2021, que Margarete conseguiu a primeira notícia sobre a família biológica.
Ela fez um cadastro em uma instituição bancária para trocar de carro e, durante o processo, apareceu para ela confirmar o nome de um parente chamado José Roberto Soares Aparecido.
“Até aí eu não sabia que tinha irmãos, só sabia que a Maria [mãe biológica dela] havia falecido. Mas vi que o José tinha um sobrenome igual o meu, então pensei na possibilidade de ele ser meu irmão e fui procurar nas redes sociais quem seria. Quando achei o perfil dele e vi a foto, percebi que éramos muito parecidos”, disse.
Reencontro
Como não conseguia contato direto com o irmão, Margarete pediu ajuda a um amigo dele na rede, o Moacir. Foi quando descobriu que os irmãos procuravam por ela há anos.
“Eu ainda descobri que esse rapaz que chamei também é meu meio-irmão, por parte da minha mãe. Dos meus outros irmãos, filhos do meu pai e da minha mãe, uma das minhas irmãs, a Ana, também foi adotada e permaneceu com a família adotiva. As outras duas meninas, minha família conseguiu recuperar depois de meu pai ter doado, e foram criadas com a Maria. O Zé Roberto era o único que não tinha sido doado”, conta.
O reencontro foi marcado logo em seguida e Margarete foi até São Paulo para ver e abraçar a família biológica.
De início, a empresária conta que foi confuso se ver diante de todo seu passado, mas que foi muito importante reencontrar os familiares.
“Quando vi minhas irmãs foi como se eu tivesse lembrado delas no mesmo momento. Foi uma conexão forte e muito emocionante”.
Sobre a família adotiva, a empresária conta que o amor permanece o mesmo.
“Eles sempre serão a minha família, nunca me faltou nada, me deram oportunidades, foram pessoas maravilhosas e conquistei tudo o que tenho hoje graças a eles. Eu tenho muita adoração por todos, fui a criança e a pessoa mais feliz do mundo ao lado deles”, concluiu.
Com informações de Sete Lagoas

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