Composto encontrado no manjericão pode proteger contra Alzheimer

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O Fenchol que também é abundante em algumas plantas de acordo com pesquisadores norte-americanos está presente no manjericão Foto: Piabay
O Fenchol que também é abundante em algumas plantas de acordo com pesquisadores norte-americanos está presente no manjericão Foto: Piabay

Um composto natural encontrado no manjericão pode ajudar a proteger o cérebro contra o Alzheimer.

Trata-se do Fenchol que também é abundante em outras plantas, de acordo com pesquisadores norte-americanos.

Por meio de um estudo pré-clínico, publicado na Science, eles descobriram um mecanismo de detecção associado ao microbioma intestinal que explica como o fenchol reduz a neurotoxicidade no cérebro de pacientes com Alzheimer.

Ácidos graxos

Várias evidências recentes indicam que os ácidos graxos de cadeia curta (SCFAs) – metabólitos produzidos por bactérias intestinais benéficas e a principal fonte de nutrição para as células do cólon – contribuem para a saúde do cérebro.

A abundância desses SCFAs é frequentemente reduzida em pacientes mais velhos com comprometimento cognitivo leve e doença de Alzheimer, a forma mais comum de demência.

No entanto, como esse declínio nos SCFAs contribui para a progressão da doença de Alzheimer permanecia amplamente desconhecido.

Intestino e o cérebro

Os pesquisadores descobriram agora que SCFAs derivados do intestino, que viajam através do sangue até o cérebro, podem se ligar e ativar o receptor 2 de ácido graxo livre (FFAR2), uma molécula de sinalização celular expressa em neurônios cerebrais.

“Nosso estudo é o primeiro a descobrir que a estimulação do mecanismo de detecção do FFAR2 por esses metabólitos microbianos (SCFAs) pode ser benéfica na proteção das células cerebrais contra o acúmulo tóxico da proteína beta-amiloide (Aβ) associada à doença de Alzheimer,” disse o professor Hariom Yadav, da Universidade do Sul da Flórida (EUA).

É aí que entra o fenchol, presente no manjericão.

“O fenchol realmente afeta os dois mecanismos relacionados de senescência e proteólise,” disse o Dr. Yadav. “Ele reduz a formação de células neuronais zumbis semimortas e também aumenta a degradação das Aβ, de modo que a proteína amiloide é eliminada do cérebro muito mais rapidamente.”

A equipe pretende buscar respostas para várias perguntas, sendo a questão chave se o fenchol consumido do próprio manjericão seria mais ou menos bioativo (eficaz) do que isolar e administrar o composto em uma pílula.

“Também queremos saber se uma dose potente de manjericão ou fenchol seria uma maneira mais rápida de colocar o composto no cérebro,” disse o Dr. Yadav.

Com informações do Diário da Saúde