Pesquisadores do EUA desenvolvem tratamento que reverte a surdez

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Por Jéssica Souza
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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 2,5 bilhões de pessoas, um quarto da população mundial, sofre com algum grau de perda da audição. Foto: Mark Paton / Unsplash

Viva a ciência! Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, anunciaram o desenvolvimento de um tratamento inovador para reverter a surdez.

É um grande avanço, já que, Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 2,5 bilhões de pessoas, um quarto da população mundial, sofre com algum grau de perda da audição.

Trata-se de um remédio, que envolve terapia regenerativa. Ele está sendo desenvolvido pela farmacêutica Frequency Therapeutics, comandada por cientistas do MIT, e já mostra resultados animadores nas primeiras fases dos testes clínicos.

Como funciona a perda auditiva

Quando estamos no útero, existem as células progenitoras — descendentes das células-tronco e que podem se transformar em outras células do corpo — que ficam no ouvido interno e geram as chamadas células ciliadas, responsáveis pela audição.

Porém, essas partículas progenitoras ficam inativas antes do nascimento e nunca mais se transformam em outras células.

Além disso, as 15.000 células ciliadas presentes em cada ouvido dos seres humanos ao nascer morrem com o tempo e nunca se regeneram.

Por isso que ruído alto como fones de ouvido com música alta e barulhos causam futuramente a surdez.

Células reproduzidas pelos cientistas

Foi aí que a equipe do MIT realizou um grande feito: transformou células progenitoras em milhares de células ciliadas em laboratório!

Algo considerado inovador e que nunca havia sido realizado antes.

A terapia regenerativa consiste em injetar moléculas no ouvido interno, que transformam as células progenitoras existentes em outras células.

A partir delas, outras células ciliadas podem ser desenvolvidas dentro da cóclea.

Mais pesquisas

Agora, a empresa está recrutando 124 pessoas para novos ensaios clínicos.

A expectativa é de que mais resultados preliminares devem estar disponíveis já no início do próximo ano, afirmam os pesquisadores.

A gente fica aqui na torcida e o SNB vai divulgar assim que sair mais novidade!

Com informações de Exame