Homem que vive nas ruas encontra 3 iPhones e devolve no PR: honestidade

Olha a honestidade desse homem que vive nas ruas de Curitiba, no Paraná! Fredson Pereira de Oliveira, de 21 anos, achou três iPhones novos, na caixa, e procurou a Guarda Municipal para devolver os aparelhos.
Os smartphones estavam em uma sacola, na Rodoferroviária da capital. Dentro dela, foram encontrados dois iPhones X e um iPhone 11.
“Eu peguei o pacote, esperei para ver se alguém se manifestava, mas nada aconteceu”. Ele jamais pensou em ficar com os aparelhos: “Apenas segui os mandamentos de Deus. Muitas pessoas poderiam seguir os mandamentos de Deus, fazer o certo. Andar certo, porque Jesus é bom”, disse. (vídeo abaixo)
O guarda municipal Alexandre Albuquerque parabenizou o rapaz.
“Agiu com honestidade, e quis nos entregar. Procurou a Guarda Municipal e nós orientamos o Fredson, que é morador de rua, uma pessoa em situação de vulnerabilidade social e honesta. Orientamos a entregar no setor de Achados e Perdidos”, disse em vídeo.
Só quer um emprego
O caso aconteceu na semana passada e, em vídeo que viralizou no WhatsApp, Fredson não pediu recompensa. Ele disse que só gostaria de conseguir um emprego.
“Peço ajuda ao proprietário, não pela minha boa ação, mas pela situação. Se você puder me ajudar, estou sem emprego“, desabafou.
Após confirmarem que os iPhones não tinham registro de furto, nem de roubo, os guardas descobriram que, horas antes, alguém havia perdido os celulares.
O dono dos aparelhos foi identificado e os iPhones devolvidos.
Sonha em melhorar de vida
Fredson nasceu na Bahia e viajou para o Paraná em busca de uma vida melhor.
Ele é natural de Itaberaba, município com 65 mil habitantes no interior baiano.
O rapaz de 21 anos vive há cerca de 7 meses em Curitiba, quase todo o tempo em situação de rua.
“Tem alguns dias que eu consigo um dinheiro e daí vou para um hotel, mas não é sempre. Quem vive na rua é assim: se a gente consegue para hoje, amanhã já tem de voltar para rua para matar outro leão de novo”, disse.
Com talento para a arte circense, ele sobrevive com trocados que ganha nos semáforos da capital curitibana, onde faz malabarismos e apresentações pirotécnicas ensaiadas.
E tem um plano fixo para quando melhorar de vida:
“Eu queria trazer meu filho, que tem um ano e meio, e a minha esposa para cá, mas não vou trazer eles para viverem na rua, que é difícil, ainda mais que Curitiba é muito frio”.
Ainda não há informação sobre o pedido de emprego que o Fredson fez.
Assista ao vídeo:
Com informações do BandaB

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